Versão anã do spitz alemão, seu principal ancestral, o lulu da pomerânia é originário do extremo norte da Alemanha, onde atualmente é a Polônia. Descendente dos cães de trenó, se espalharam pela Europa e a evolução da raça resultou em exemplares de cinco variados tamanhos devido aos cruzamentos. O lulu da pomerânia é o menor deles com altura máxima de 22 cm. Outros da mesma linhagem medem entre 30cm e 60 cm de altura.
A raça foi assim denominada na Inglaterra onde chegou no século 19. As características físicas eram diferentes das observadas atualmente. A maioria dos cãezinhos tinham a cor branca e peso de até 13 kg, padrão reconhecido pelo English Kennel Club, em 1870. Em continente americano, começou a ganhar popularidade a partir do registro de um cão chamado Dick no American Kennel Club, em 1888.
Quatro anos depois, outro cachorro da raça ganharia fama ao ser exposto em um evento em Nova York. O reconhecimento do AKC viria em 1900. Outros membros do tronco spitz são o mamute do Alasca, o husky siberiano, o elkhound norueguês, o schipperke, o samoieda e o cão esquimó americano. O lulu da pomerânia guarda parentesco com todos eles.
Pelagem do lulu da pomerânia muda de cor com avanço da idade
Com o desenvolvimento da raça, os lulus da pomerânia apresentam cores que passam por preto, branco, cinza, prateado, laranja e marrom. E também combinações entre elas que derivam em 23 tons possíveis. O insólito é que a cor dos fios pode mudar com o passar o tempo. A pelagem dupla, abundante em todo o corpo, toma a forma de um círculo ao redor do pescoço, conferindo a ele a aparência de um charmoso leãozinho. Os pelos curtos no rosto deixam à mostra os olhos bem arredondados e escuros.
Compacto e robusto, o lulu da pomerânia tem medidas adequadas ao diminuto porte: pernas curtas, cauda enrolada, orelhas pequenas e pontudas e focinho de tamanho proporcional ao crânio. A minúscula estatura faz dele a companhia ideal para quem mora em apartamento. Dócil e brincalhão, ele se afeiçoa facilmente à família com a qual busca interação o tempo todo. Com as crianças, o risco é o de ser confundido com brinquedo e, por isso, é necessário tomar os devidos cuidados para evitar ferimentos em ambos.
Atrevido e destemido
Por outro lado, essa “maquete” de cão, se mostra desconfiado com desconhecidos, dos quais mantém distância segura, além de reservar fortes e frenéticos latidos. Mesmo que sejam visitas, vai levar um tempo até que ele se convença de que não representam ameaça para si ou para pessoas de seu ciclo de confiança. Como não gosta de ser comandado, lidar com sua teimosia é tarefa que deve ser iniciada desde filhote, com socialização e treinamento.
Extrovertido e dono de grande disposição, ele precisa de atividades físicas regulares para gastar energia, mesmo dentro de casa. Agitados, também não falta animação para passeios e brincadeiras ao ar livre, ocasiões em que o instinto protetor de cão de guarda pode se aguçar ainda mais. Principalmente diante de outros “companheiros”, os quais não teme enfrentar, fazendo jus ao ditado “tamanho não é documento”. Um bom adestramento evita confusões e ajuda a torná-lo mais amigável.
Parece, mas não é
Com peso médio de quatro quilos, o lulu da pomerânia, à primeira vista ou contemplado à distância, pode dar a impressão de que é mais pesado. O efeito se deve à volumosa e longa pelagem, que, por esta razão, deve ser escovada, ao menos, duas vezes por semana e regularmente tosada. Outro cuidado é com sua estrutura óssea mais frágil. Assim, pequenos acidentes, pancadas e traumas simples podem apresentar maior gravidade.
Além da rotina de higiene e a adoção de uma alimentação equilibrada para o cão, essencial também é o acompanhamento de um veterinário. Essas medidas contribuem para o bem-estar do animal, assim como a vacinação e a vermifugação atualizadas. Um cão que, entre outras curiosidades, teve como tutor o gênio do Renascimento, Michelangelo, que pintou o teto da Capela Sistina, só pode inspirar admiração e afeição.