Saúde veterinária e alimentação lideram crescimento do mercado pet na Coreia do Sul
Adoção também é tendência entre os consumidores do setor no país asiático
por Luis Gustavo Chambrone em
A Coreia do Sul se consolidou como uma das maiores potências econômicas e culturais do mundo, principalmente a partir dos anos 2000. Em meio ao seu crescimento social e econômico, o mercado pet também se mostra um dos setores em expansão no país asiático.
Segundo o Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais da Coreia do Sul, o número de famílias sul-coreanas que têm animais de estimação aumentou 25% entre 2024 e 2025, alcançando quase a marca de três em cada dez famílias (29,2%).
Os números fazem parte da Pesquisa Nacional sobre a Percepção Pública do Bem-Estar Animal, divulgada pelo governo sul-coreano, que também apontou a preferência da população: 80% têm cães, enquanto 14,4% optam por gatos.
Gastos veterinários são maior parte das despesas mensais
Em 2025, o custo médio mensal com pets no país foi de cerca de R$ 417, sendo que 42% (R$ 174) foram destinados à saúde veterinária e outros 32,8% (R$ 137) à alimentação e petiscos.
Os dados indicam que cuidados médicos e nutrição são os principais motores do setor, refletindo a crescente preocupação com o bem-estar animal.
Adoção ganha força entre tutores
A pesquisa revela ainda que a adoção de animais é a grande tendência na Coreia do Sul. Cerca de 55% dos entrevistados adotaram seus pets, sendo 46% por meio de conhecidos e 9% a partir da busca por animais de rua.
Além disso, 20% da população pretende adotar um pet no próximo ano, sendo que 88% demonstram preferência por animais abandonados ou perdidos.
Mercado cresce, mas ainda é menor que líderes globais
Apesar da expansão, o setor sul-coreano ainda é considerado menor em escala global. O país possui cerca de 5,4 milhões de lares com pets, número ainda distante dos quase 23 milhões de domicílios do país, segundo o Statistics Korea (KOSTAT), o órgão oficial de estatísticas do governo sul-coreano.
Enquanto isso, nos EUA, são 94 milhões de casas com animais de estimação; na China, são quase 100 milhões de famílias com pets. No Brasil, terceira maior potência no mercado, existem cerca de 37 milhões de famílias com animais de estimação.
Tendências influenciam outros mercados
Mesmo menor, o mercado sul-coreano exerce influência global. Um exemplo é o conceito de pet cafés, estabelecimentos que combinam convivência com animais e serviços de cafeteria.
Esses locais têm origem asiática, principalmente coreana, e chegaram ao Brasil na década passada, mas começaram a se destacar a partir de 2020. Hoje em dia, a estimativa é de que existam pelo menos cinco estabelecimentos desse tipo apenas em São Paulo.