Companhias aéreas têm novas regras para transporte de animais de estimação
Associação Internacional de Transporte Aéreo divulga orientações para companhias aéreas sobre o transporte de animais de estimação na cabine
Associação Internacional de Transporte Aéreo divulga orientações para companhias aéreas sobre o transporte de animais de estimação na cabine
por Gabriel Sartini em
e atualizado em
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) divulgou novas orientações para orientar companhias aéreas na gestão do transporte de pets na cabine dos aviões.
A medida amplia um esforço já iniciado com o lançamento de diretrizes para viagens com cães de assistência. O objetivo é dar mais consistência às regras entre diferentes empresas do setor. A informação foi publicada pelo portal Panrotas, especializado em turismo e viagens.
Segundo a Iata, passageiros que viajam com animais de estimação ainda enfrentam falta de clareza nas políticas das companhias aéreas.
As companhias aéreas devem informar antecipadamente quais animais podem embarcar na cabine, além dos requisitos e restrições de cada rota. As regras devem respeitar a legislação do país de origem, de conexão e de destino.
A Iata recomenda que a reserva para pets seja feita entre 48h e 72h antes do voo e que as empresas apresentem informações claras sobre taxas e documentos exigidos.
Passageiros precisam apresentar certificados de saúde, comprovantes de vacinação e demais formulários. As companhias também devem orientar sobre como acostumar o animal à caixa de transporte antes da viagem, recomendando evitar sedação sem prescrição veterinária.
Funcionários treinados terão a função de verificar documentos e a condição do animal antes do embarque. Casos de estresse, doença ou caixa inadequada podem resultar em recusa de embarque.
A caixa precisa caber sob o assento da frente, ser ventilada e segura, e o animal deve permanecer nela durante toda a viagem, principalmente nos momentos de decolagem, pouso e turbulência.
De acordo com a Pesquisa Global de Passageiros 2025 da Iata, quase um quarto dos entrevistados já viajou ou pensaria em viajar com um pet. Entre os principais desafios apontados estão incerteza sobre elegibilidade do animal, falta de clareza nas políticas das companhias e dúvidas sobre o processo como um todo.
As novas orientações também tratam de situações como atrasos, cancelamentos e desvios de rota, prevendo procedimentos que garantam bem-estar animal e suporte ao passageiro.
O estudo completo (em inglês) foi disponibilizado no site oficial da Iata.
Conteúdos por Gabriel Sartini
Graduado em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG-PR), tem mais de 15 anos de experiência, sendo 12 deles dedicados ao Jornalismo Digital e gestão de portais de notícias. Hoje atua como editor do portal Panorama Pet&Vet.
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