Soft Care acelera expansão global a partir da inovação brasileira
Marca da Pet Society chega a 26 países, amplia atuação para nutracêuticos e oftalmologia e aposta em pesquisa, produção nacional e educação continuada
Há dez anos, a Soft Care surgiu para consolidar a atuação da Pet Society na dermatologia veterinária. Uma década depois, a marca ultrapassou esse posicionamento inicial para se tornar uma das principais plataformas de inovação da empresa, com presença em 26 países, portfólio de 45 produtos e expansão para segmentos como nutracêuticos e oftalmologia.
A terceira edição do Simpósio Veterinário de Especialidades, realizado em São Paulo (SP) no último dia 28 de junho e que reuniu cerca de 150 médicos-veterinários para uma programação voltada à atualização científica, representou mais um marco dessa trajetória. A estratégia em torno do evento combina desenvolvimento de produtos, aproximação com prescritores e investimentos permanentes em conhecimento técnico.
“A Soft Care nasceu para oferecer soluções que realmente fizessem diferença na rotina clínica. Ao longo dessa demanda, evoluímos acompanhando as necessidades dos médicos-veterinários, mantendo a inovação como principal compromisso desde quando eu e Marly encampamos o sonho de empreender juntos”, reforça o fundador e presidente executivo Luciano Fagliari, referindo-se à esposa Marly Fagliari.
O casal de farmacêuticos industriais, formados em 1985 pela USP de Ribeirão Preto, investiu inicialmente na fabricação e distribuição de produtos de cosméticos para humanos. Mas a visão empreendedora e o carinho pelos animais de estimação os atraiu para o pet care. Em 2004 nascia a Pet Society.
Da dermatologia para múltiplas especialidades
A dermatologia permanece como um dos pilares da Soft Care. Mas segundo Fagliari, a linha de nutracêuticos representa hoje um dos maiores diferenciais da marca, principalmente pelo desenvolvimento de formulações voltadas à longevidade dos animais de companhia – tendência que vem orientando boa parte da inovação no mercado pet mundial.

“Os animais tornaram-se definitivamente membros da família e os tutores querem disponibilizar a eles mais qualidade de vida por mais tempo. E a linha oftalmológica também preenche uma lacuna no mercado veterinário”, complementa.
A evolução do mix também foi possível graças à autonomia para desenvolver produtos próprios, sem depender de centros globais de pesquisa. “Conversamos permanentemente com os veterinários, entendemos suas dores e temos liberdade para criar fórmulas capazes de resolver esses desafios. Essa independência é um patrimônio da empresa e não queremos perdê-la”, destaca.
Pesquisa brasileira com alcance internacional
O processo de pesquisa e desenvolvimento dos produtos da Soft Care é inteiramente realizado no Brasil. A estrutura de inovação está concentrada no bairro do Tatuapé, na zona leste da capital paulista, onde atuam 12 pesquisadores dedicados e cerca de 30 médicos-veterinários.
Além da equipe própria, a empresa mantém uma relação próxima com especialistas de diversas áreas da medicina, que colaboram desde a identificação das necessidades clínicas até a validação das novas formulações.
Nos últimos cinco anos, a Pet Society investiu aproximadamente R$ 45 milhões em pesquisa e inovação, modernização da estrutura fabril, aquisição de equipamentos, logística e ampliação da capacidade operacional.
A operação ocupa cerca de 10 mil metros quadrados, distribuídos entre o centro de pesquisa do Tatuapé, a fábrica e o centro de distribuição instalados em Guarulhos (SP), responsáveis pelo abastecimento do mercado brasileiro e pelas exportações. “Não copiamos fórmulas desenvolvidas em outros países, o que acaba gerando soluções competitivas também para o mercado internacional”, destaca o executivo.
Estrutura própria impulsiona presença em 72 países
A internacionalização vai muito além da exportação. A companhia desenvolveu uma estrutura logística própria para sustentar seu crescimento fora do Brasil. Embora a Soft Care esteja presente em 26 países, o conjunto das marcas da companhia já alcança 72 mercados internacionais.
Nos Estados Unidos, onde a subsidiária completou dez anos de operação, a empresa mantém um centro de armazenagem com capacidade para 1.200 posições de pallets, equipes próprias nas costas Leste e Oeste e uma rede formada por dez distribuidores que atende também Canadá e Porto Rico.
Na América Latina, uma equipe baseada na Colômbia coordena a operação regional, enquanto um departamento especializado no Brasil responde pelos mercados da Europa, Ásia e demais países. A Pet Society mantém ainda uma subsidiária no Japão, com funcionários e estoque próprios.
“Preferimos construir operações próprias nos mercados estratégicos. Isso nos aproxima dos distribuidores, dos veterinários e dos clientes finais, além de garantir o mesmo padrão de atendimento e qualidade que oferecemos no Brasil”, garante.
Educação como estratégia de crescimento
O III Simpósio Veterinário de Especialidades representa apenas uma das iniciativas educacionais da Pet Society. Somente no último ano, a companhia promoveu 45 programas de educação continuada em diferentes regiões do país, reunindo especialistas em dermatologia, oftalmologia, nutrição e outras áreas clínicas.

“Sempre acreditamos que educar o mercado é tão importante quanto desenvolver produtos. Quanto mais preparado está o médico-veterinário, melhores são suas decisões clínicas e maior é a qualidade do atendimento prestado aos animais”, opina.
Com um pipeline de lançamentos planejado para os próximos cinco anos e expectativa é manter o crescimento anual entre 10% e 15%. “O mercado pet é impulsionado por um movimento mundial de humanização dos animais. Não enxergamos risco de retração estrutural. Pelo contrário”, conclui Fagliari.