Pequenos negócios do mercado pet crescem 22% em dois anos
Dados do Sebrae indicam que avanço do empreendedorismo acompanha expansão do mercado felino e abertura de nichos especializados
por Henrique Almeida em
e atualizado em
O mercado pet brasileiro segue atraindo novos empreendedores. Entre 2023 e 2025, o número de pequenos negócios abertos no setor cresceu 22%, com a criação de mais de 41,6 mil empresas no período, segundo levantamento do Sebrae com base em dados da Receita Federal.
Do total de novos negócios, cerca de 91% correspondem a microempreendedores individuais (MEIs), reforçando o protagonismo das pequenas operações dentro de um setor que movimenta aproximadamente R$ 77 bilhões no país. Apenas em 2023 foram abertas 12,7 mil empresas; em 2024, 13,3 mil; e, em 2025, 15,5 mil, mostrando aceleração gradual no ritmo de expansão.
“Cada vez mais tutores priorizam o bem-estar dos seus pets por meio de serviços especializados. E a proximidade e o atendimento mais intimista, que marcam os pequenos negócios, representam diferenciais importantes”, comenta Vanessa Lima, gestora estadual da carteira pet do Sebrae-SP.
Mercado felino impulsiona novos nichos
Um dos fatores apontados pelo Sebrae para esse avanço é a expansão da população felina nos lares brasileiros. Segundo a entidade, o número de tutores de gatos cresce, em média, 2,5% ao ano, acompanhando uma população estimada em 30 milhões de felinos. Hoje, os gatos representam 19% da população pet nacional e avançam em ritmo superior ao dos cães.
A chamada ascensão felina tem impulsionado oportunidades em nichos como produtos premium, serviços cat friendly, saúde preventiva, enriquecimento ambiental e soluções voltadas ao bem-estar animal.
Pequenos empreendedores ganham protagonismo
Para o Sebrae, o crescimento reforça o papel estratégico dos pequenos negócios dentro da cadeia pet. “O pequeno pet shop de bairro não é coadjuvante. É protagonista, pois consegue conquistar mercado e pulverizar oportunidades, com inclusão e novas oportunidades”, avalia Décio Lima, presidente do Sebrae.
Na visão da consultora Regina Blessa, integrante do time de Especialistas do Panorama Pet&Vet, a humanização do atendimento é o pilar dos pet shops de menor porte. “E levam vantagem os estabelecimentos que ampliarem o escopo de serviços, com diferenciais como planos mensais, leva e traz, encaixes para emergências e orientação profissional”, observa.