Produtos para gatos têm maior participação no varejo alimentar
Dados da Scanntech mostram avanço da alimentação felina, de vestuário e de suplementos, enquanto acessórios e produtos para banho recuam
O consumo de produtos pet no varejo alimentar mudou em 2026, com o avanço dos alimentos para gatos e crescimento de categorias como vestuário e suplementos. Segundo levantamento da Scanntech, a fatia de pet food para gatos na cesta pet passou de 28,4% para 31% no acumulado do ano. Já a participação dos alimentos para cães caiu de 56,2% para 54,1%.
Para Felipe Passarelli, head de Inteligência de Mercado da Scanntech, a tendência acompanha mudanças na composição das famílias brasileiras e o aumento do número de gatos nos lares. O executivo afirma que o avanço da alimentação felina está ligado principalmente ao aumento das quantidades compradas, e não apenas à variação de preços.
Vestuário e suplementos lideram altas
Entre as categorias fora da alimentação, o vestuário pet registrou crescimento de 102,2% em faturamento e de 35,7% em unidades vendidas. Os suplementos também avançaram, com altas de 42,2% em faturamento e 32,6% em unidades, segundo dados coletados pela Scanntech diretamente dos cupons fiscais de venda.
Na categoria de higiene, os preços parecem ter influenciado o faturamento. A areia higiênica teve alta de 7,6% em faturamento, mas permaneceu estável em unidades vendidas (+0,1%). Os produtos antipulgas e carrapatos cresceram 12,4% em receita e 0,9% em unidades, enquanto o tapete higiênico avançou 5,1% em rendimento e 2,1% em artigo.
Entre as categorias em baixa, os acessórios registraram queda de 10,9% em volume de vendas e 13,6% em peças únicas. Os produtos para banho recuaram 4,4% e 9,9%, respectivamente.
Petiscos e alimentação úmida avançam
Na alimentação para gatos, os petiscos mostraram o maior crescimento entre os produtos, com alta de 26,1% em renda e 23,1% em unidades. Sua participação nas vendas da cesta pet passou de 1,8% para 2,2%. A ração seca para gatos, responsável por 17,5% das vendas da cesta pet, cresceu 12,4% em arrecadação e 14,6% em quantidades, enquanto a ração úmida avançou 11,9%.
Entre os cães, o desempenho foi diferente. A ração seca teve queda de 1,3% em receita, apesar do aumento de 2,1% nas unidades vendidas. Já a ração úmida cresceu 4,9% em faturamento. Para Passarelli, os resultados indicam uma procura maior por variedade e palatabilidade na alimentação dos animais, especialmente no caso dos petiscos para gatos e da alimentação úmida para cães.