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Por que tanta precisão no olfato dos animais?

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olfato dos animais

Muitas dúvidas podem surgir acerca do olfato dos animais, mas a principal delas é sobre como é possível tamanha precisão no faro dos bichinhos. Diferente dos humanos, os animais são capazes de identificar diversas coisas, mesmo que há longa distância, apenas pelo cheiro, e até por isso muitos cães são utilizados na identificação de drogas e inadequações pela polícia.

Alguns mamíferos, cães e roedores ainda são parcialmente desmentidos pela ciência quanto a seus comportamentos farejadores, baseados em colocar o focinho no chão e ir cheirando por aí como especialistas. Porém, algumas novas pesquisas buscam entender que essa ação não é duvidosa, tendo como base o uso da física dos odores no ar e no chão para chegar aonde querem. Ou seja, os animais não cheiram aleatoriamente sem fundamento para encontrar sua fonte, e é isso que entenderemos melhor na matéria de hoje.

Olfato dos animais: estudo com modelagem computacional

A forma como o vento e o solo transportam os odores do planeta Terra é o piloto para estudar os comportamentos farejadores dos animais, segundo Nicola Rigolli, pesquisadora de pós-doutorado no Centro de Aprendizado de Máquina da Universidade de Genova. Ela também contou que a equipe de pesquisa utilizou de máquinas para entender como os odores de movimentam nos ambientes ao redor do mundo, identificando a estratégia ideal para encontrar a fonte de um aroma.

Foram analisadas também as principais maneiras que os animais utilizam para rastrear certos cheiros, colocando-as na balança e encontrando os pontos positivos e negativos de cada opção.

Um animal com a intenção de rastrear rapidamente um odor varia entre as técnicas de farejar o ar ou seguir pela superfície do solo. Estando distante da fonte, ele empina seu corpo para sentir bem o cheiro através de sua inclinação. Ao chegar próximo ao aroma, o farejamento do chão fica mais frequente e rápido, com paradas para também realizar a inalação do ar. Gautam Reddy, coautor do estudo com modelagem computacional publicado na revista especializada eLife, afirmou que a dificuldade em rastrear odores no ar é maior, já que são mais esparsos com movimento acelerado e distância maior.

Outras estratégias de olfato dos animais

Não são apenas os pets que utilizam do olfato como caminho para chegar a uma fonte. Alguns bichinhos como abelhas, formigas e minhocas são exemplos de animais que também têm a capacidade de cheiro bem apurada. As últimas utilizam o geotropismo positivo, técnica que para se encontrar a fonte é necessário rastejar pelo chão e assim detectar as substâncias químicas no solo.

A técnica utilizada pelos cães para encontrar drogas, explosivos e objetos inadequados em posse de humanos ou em bagagens é conhecida como busca em grade. Eles são treinados para farejar em uma linha reta para uma direção, voltando em zig-zag de forma que a área farejada seja maior.

As formigas utilizam um método bastante interessante, baseado em deixar uma trilha de feromônios para buscar alimentos, e assim conseguem voltar para onde estavam. Isso porque os hormônios ficam pelo caminho e outras formigas utilizam dele para seguir a trilha e encontrar o que precisam. Além disso, sentindo a substância é possível saber a direção na qual seguir para voltar para a fonte primária. Enquanto isso, o caso das abelhas também é diferente, já que mistura a busca em grade com a técnica de dança dos insetos, utilizada para se comunicarem e encontrar pólen e néctar.

É fato que a diversidade de estratégias para encontrar uma fonte pelo olfato é grande, e elas só são mais aperfeiçoadas conforme a evolução das espécies. Segundo as pesquisas do Centro de Aprendizado de Máquina da Universidade de Genova sobre o olfato dos animais, os aquáticos também podem usar de técnicas farejadoras para encontrar algo, porém, através da movimentação do corpo em diversas alturas marinhas para localizar alimentos. De qualquer forma, a metodologia é só o básico do que se sabe, não considerando tudo que pode realmente afetar o olfato dos animais.

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