Abandono de pets mantém 4,8 milhões de animais em situação de vulnerabilidade no Brasil
Campanhas de conscientização e adoção avançam, mas ainda enfrentam dificuldades no setor
Campanhas de conscientização e adoção avançam, mas ainda enfrentam dificuldades no setor
por Luis Gustavo Chambrone em
e atualizado em
O mercado pet continua em expansão, mas o crescimento do setor convive com desafios ligados ao bem-estar animal. Dados do Instituto Pet Brasil (IPB) revelam que cerca de 4,8 milhões de cães e gatos se encontram em situação de vulnerabilidade no país, números que movimentam ONGs, campanhas de conscientização e programas de acolhimento.
Atualmente, mais de 201 mil animais são acolhidos por ONGs e voluntários independentes. Apesar do fortalecimento das iniciativas de acolhimento, as entidades responsáveis atuam com grande dificuldade e limitação relacionadas a dificuldades financeiras e estruturais e o aumento do abandono.
Embora as campanhas de adoção responsável tenham ganhado espaço nos últimos anos, o abandono e a devolução de animais pós adoção continuam registrando números expressivos e trazendo mais dificuldade para organizações.
De acordo com levantamento do Cobasi Cuida, 82,9% dos casos registrados em 2025 ocorreram em cidades e áreas urbanas, destacando a concentração da demanda por acolhimento de ONGs, demanda essa que poderia ser evitada a partir de políticas voltadas a educação sobre guarda consciente e responsável
Dados de levantamentos de organizações especializadas mostram que dificuldades financeiras, mudanças de residência, falta de planejamento e problemas de rotina com pets estão entre as principais causas de abandono e devolução após a adoção.
Especialistas destacam que a adoção deve ser encarada como um compromisso de longo prazo, que envolve planejamento, disponibilidade de tempo e condições financeiras para garantir o bem-estar do animal.
“Adotar transforma a vida do animal, da família e representa uma responsabilidade que pode durar mais de dez anos. Antes da decisão, é importante avaliar a rotina da família, os custos envolvidos e o tempo disponível para oferecer qualidade de vida ao pet”, afirma Roberta Paiva, Gerente de Marketing de Pet Health da Elanco.
Adotar um animal em situação vulnerável é assumir desafios durante toda a vida de um animal, que muitas vezes enfrenta traumas e questões comportamentais. “Quando a adoção é feita com planejamento, aumentam significativamente as chances de uma convivência saudável e permanente” completa a gerente.
Estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Colaborador na redação e elaboração de notícias no portal Panorama Pet&Vet
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