Alimentos frescos para cães superam ração seca em ritmo de expansão
Segmento cresceu 24,5% ao ano entre 2021 e 2025, mesmo com consumidores mais sensíveis a preço
Segmento cresceu 24,5% ao ano entre 2021 e 2025, mesmo com consumidores mais sensíveis a preço
por Gabriel Sartini em
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O segmento de alimentos frescos e congelados para cães registrou uma taxa de crescimento anual de 24,5% entre 2021 e 2025 — quase quatro vezes superior aos 5,7% da categoria total de alimentos e petiscos para cães no mesmo período. Os dados são de um novo relatório do Cascadia Pet Industry Insights sobre o mercado dos Estados Unidos.
O avanço ocorre apesar da maior sensibilidade dos tutores a preço, o que reforça a resiliência da premiumização mesmo em um cenário de orçamento familiar mais apertado.
Segundo o relatório, os ganhos de participação dos frescos e congelados vêm principalmente da queda na fatia dos alimentos úmidos de prateleira, segmento em perda consistente de espaço.
Dentro do levantamento, a categoria de alimentos e petiscos para cães está dividida em quatro segmentos:
A Cascadia atribui o desempenho da categoria aos mesmos vetores que impulsionam a premiumização em outros segmentos pet: a humanização dos animais de companhia, a entrada de um número crescente de marcas inovadoras e a conscientização dos tutores sobre os benefícios de alimentos menos processados.
O relatório destaca ainda a baixa penetração nos lares como principal oportunidade de expansão. Em 2025, apenas 10% das famílias compraram alimentos frescos para cães, contra 61% que adquiriram algum tipo de alimento para cães no período — uma lacuna significativa de mercado ainda a ser explorada.
Os alimentos frescos e congelados podem custar mais que o dobro por quilo em comparação à ração seca. Ainda assim, o preço elevado não reduziu a demanda, mesmo diante da pressão econômica sobre os orçamentos familiares.
De acordo com o Cascadia, 96% dos consumidores pretendem manter ou aumentar os gastos com alimentos frescos para pets no futuro próximo. O banco de investimentos explica essa resiliência pelo perfil de maior renda dos consumidores do segmento e pelo alto custo de substituição associado à troca do alimento principal dos cães.
Conteúdos por Gabriel Sartini
Graduado em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG-PR), tem mais de 15 anos de experiência, sendo 12 deles dedicados ao Jornalismo Digital e gestão de portais de notícias. Hoje atua como editor do portal Panorama Pet&Vet.
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