Pesquisa da USP revela origem do vira-lata caramelo
Estudo analisou o DNA de três cães de diferentes regiões do Brasil e encontrou uma ampla diversidade genética e raças repetidas entre amostras.
Estudo analisou o DNA de três cães de diferentes regiões do Brasil e encontrou uma ampla diversidade genética e raças repetidas entre amostras.
por Luis Gustavo Chambrone em
e atualizado em
Com o objetivo de compreender a origem genética do vira-lata caramelo, um dos maiores símbolos da cultura popular brasileira, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) analisaram o DNA de três cães sem raça definida de diferentes regiões do país.
O estudo utilizou amostras genéticas dos cães Jenny, localizado em São Paulo, Valente, do Rio de Janeiro, e do recifense Frevo. Como resultado, os cientistas descobriram uma variação genética total com mais de 70 raças.
Em Jenny, o cão paulista, os pesquisadores se surpreenderam ao encontrarem genes da raça Yorkshire Terrier. Já Frevo registrou a presença de mais de 62 raças diferentes, com destaque para pastor da Mantiqueira, Doberman Pinscher e Parson Russell Terrier.
Com Valente não foi diferente: o vira-lata apresentou características relacionadas a materiais genéticos do Boxer, pastor americano miniatura e até pastor branco suíço.
Apesar de apresentarem uma diversidade genética complexa, os resultados surpreenderam especialistas pela presença de raças repetidas dentro das amostras.
A presença do Pumi, raça de origem húngara, foi encontrada nos resultados de Jenny e Frevo. O Beauceron também apareceu no perfil genético dos dois cães. Já o Pastor Branco Suíço foi outra raça que apresentou uma repetição nos materiais genéticos, tanto em Jenny quanto em Valente.
As repetições, mesmo com animais de origens diferentes, revelam o funcionamento do mecanismo genético marcado por diversas gerações de cães a partir de diferentes raças.
O vira-lata caramelo, apesar de não ser considerado uma raça, é fruto de uma variedade de características genéticas, destacadas ao fim por sua coloração bege. Estimativas indicam que quase 40% dos cães sem raça definida (RSD) do país tenham essa coloração.
Para os pesquisadores, a diversidade genética encontrada nos animais também pode ser interpretada como um reflexo da própria formação da população brasileira, marcada pela miscigenação e pela combinação de diferentes origens ao longo da história.
Estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Colaborador na redação e elaboração de notícias no portal Panorama Pet&Vet
Luis Gustavo Chambrone possui 34 conteúdos publicados no Panorama Pet&Vet. Confira!
Conteúdos relacionados
Mercado pet focado em tutores ganha espaço no Pet South America 2026
Pet Vet Expo 2026 destaca inovações na Medicina Veterinária
Mercado de dietas terapêuticas para pets mira R$ 13 bilhões até 2035
De medicamento a verbo: como a Elanco quer “credelizar” o mercado pet no Brasil
Abempet aborda logística reversa e outros desafios do mercado em evento gratuito
Receba conteúdos inéditos e novidades gratuitamente