Pet shops de bairro lideram vendas, mas redes e e-commerce avançam
Estudo mostra que proximidade mantém relevância do pequeno varejo, enquanto grandes redes fortalecem ecossistemas de produtos e serviços
Estudo mostra que proximidade mantém relevância do pequeno varejo, enquanto grandes redes fortalecem ecossistemas de produtos e serviços
por Juliana de Caprio em
Os pet shops de bairro continuam sendo o principal canal de compra para tutores de cães e gatos no Brasil, mas a participação de grandes redes especializadas, lojas online e marketplaces segue crescendo. A conclusão é do Estudo CVA Petcare 2026, realizado pela CVA Solutions com mais de 4 mil consumidores em todo o país.
Segundo o levantamento, 35,9% dos tutores de cães e 30,5% dos tutores de gatos apontam os pequenos e médios estabelecimentos como principais locais para aquisição de produtos e serviços pet. As mega pet shops aparecem em segundo lugar, com participação de 19,6% entre os donos de cães e 21,4% entre os de gatos.
A proximidade é vista como determinante para o consumidor. Para 60% dos entrevistados, a localização é o fator mais importante na escolha da loja, seguida por preço competitivo (39,7%) e variedade de produtos e marcas (25,7%).
De acordo com Sandro Cimatti, sócio-diretor da CVA Solutions, os pet shops de bairro encontram nos serviços uma forma de competir com as grandes redes. “Como ficam perto do domicílio do consumidor, podem competir em serviços, veterinário, banho e tosa”, afirma.
Enquanto os estabelecimentos independentes apostam na conveniência, as grandes redes avançam com operações integradas. O estudo mostra que Petz e Cobasi lideram entre as empresas onde os consumidores mais realizam compras, com participação de 11,3% e 10,4%, respectivamente.
Segundo Cimatti, essas empresas vêm se consolidando como ecossistemas completos para os tutores. “Os mega pet shops estão se tornando verdadeiros ecossistemas. Oferecem todos os produtos e serviços e conseguem atender todas as necessidades dos tutores e dos pets”, destaca.
Além das lojas físicas, essas redes ampliam a atuação por meio de e-commerce, clínicas veterinárias, planos de saúde, farmácias de manipulação e marcas próprias.
O ambiente digital ainda representa uma parcela menor das compras, mas apresenta crescimento consistente. Em 2026, 7% dos tutores de cães e 9,4% dos tutores de gatos indicaram as lojas online como principal canal de compra.
Na venda de ração pela internet, a Amazon lidera entre os consumidores que utilizam o canal digital, seguida por Petz, Cobasi, Mercado Livre e Petlove.
A pesquisa também aponta que a alimentação continua sendo a principal categoria na decisão de compra. Mais de 61% dos entrevistados escolhem sua loja de preferência considerando a oferta de rações, petiscos e alimentos para os animais.
Para a CVA Solutions, o cenário indica que o futuro do varejo pet será cada vez mais marcado pela combinação de conveniência, serviços, experiência de compra e integração entre canais físicos e digitais.
Estudante de Jornalismo na Fundação Casper Líbero. Colabora na produção de notícias e conteúdos do portal Panorama Pet&Vet.
Juliana de Caprio possui 296 conteúdos publicados no Panorama Pet&Vet. Confira!
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