Pomada cicatrizante para cães e gatos avança com patente e aposta na biodiversidade amazônica
Cicapet combina ativos naturais e nanotecnologia em pesquisa brasileira com potencial de aplicação comercial na saúde animal
Cicapet combina ativos naturais e nanotecnologia em pesquisa brasileira com potencial de aplicação comercial na saúde animal
por Henrique Almeida em
e atualizado em
Uma pesquisa desenvolvida no Acre pode abrir novas possibilidades para a saúde animal no Brasil. A Cicapet, pomada cicatrizante voltada ao tratamento de feridas em cães e gatos, está em fase final de depósito de patente e já iniciou tratativas para transferência de tecnologia, aproximando a inovação acadêmica do potencial de aplicação comercial.
Desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (PPG-Bionorte), a tecnologia combina ativos naturais da flora amazônica com nanotecnologia para acelerar a recuperação tecidual, auxiliar no controle inflamatório e reduzir riscos de infecção em tratamentos veterinários.
Um dos principais diferenciais da Cicapet está no uso de nanoencapsulamento, tecnologia que protege os compostos bioativos e permite a liberação controlada diretamente no tecido lesionado.
Segundo os pesquisadores, essa abordagem amplia a estabilidade dos ativos, prolonga sua ação terapêutica e melhora a biodisponibilidade dos compostos naturais utilizados na formulação.
“O uso do nanoencapsulamento permite que os ativos naturais sejam protegidos e liberados de forma controlada no tecido lesionado, aumentando a eficácia do tratamento. Essa abordagem amplia o potencial terapêutico dos compostos amazônicos e abre novas possibilidades para aplicações veterinárias”, explica Adna Maia, doutoranda responsável pela pesquisa.
A formulação utiliza compostos naturais reconhecidos por propriedades cicatrizantes e antimicrobianas, conectando biodiversidade, pesquisa aplicada e inovação veterinária.
A pesquisa é conduzida por Adna Maia, com orientação do professor Luis Eduardo Maggi, da Universidade Federal do Acre (UFAC), e coorientação de Marcelo Ramon Nunes da Silva, do Instituto Federal do Acre (IFAC).
Além do avanço científico, o projeto também dialoga com a bioeconomia ao propor uma solução baseada no uso sustentável de recursos naturais, sem derivados petroquímicos.
O avanço da Cicapet acontece em um momento de maior sofisticação do mercado pet, com expansão da demanda por terapias especializadas, soluções tecnológicas e produtos voltados ao bem-estar animal.
Com o depósito de patente em andamento e negociações para transferência tecnológica, a expectativa é que a inovação avance para produção em escala e futura comercialização, ampliando a presença da pesquisa brasileira no ecossistema de saúde animal.
Conteúdos por Henrique Almeida
Jornalista formado pela FIAM-FAAM, com pós-graduação em Gestão da Comunicação Digital e Mídias Sociais pela Universidade Anhembi Morumbi. Atua há mais de 10 anos na produção de conteúdo digital, com experiência em redação, SEO, gestão de equipes e estratégia multiplataforma. Editor do portal e midias sociais do Panorama Pet&Vet.
Henrique Almeida possui 12 conteúdos publicados no Panorama Pet&Vet. Confira!
Conteúdos relacionados
O banho e tosa é o departamento chamariz dos pet shops
Menos euforia, mais eficiência: o que os números da Petz-Cobasi revelam sobre a nova fase do varejo pet
Concursos para veterinários oferecem salários de até R$ 11,6 mil
MSD estreia em dermatologia veterinária e mira novos segmentos no Brasil
ICC Animal Nutrition abre vagas operacionais em Jundiaí
Receba conteúdos inéditos e novidades gratuitamente