Vendas online em alta nos EUA com projeção de 6%
Até o início do segundo semestre, vendas de produtos pet no segmento online eram responsáveis por 48% do faturamento do setor
As vendas de produtos pet nos Estados Unidos somaram US$ 95,1 bilhões nas semanas até 27 de julho de 2026, alta de 5,5% em valor. O crescimento veio por conta de um aumento de 3,3% nos preços e de 2,1% em unidades vendidas, segundo dados da NielsenIQ.
A projeção ficou concentrada nos meios digitais, de forma que as vendas online subiram 14,1% em valor e passaram a responder por 48% do faturamento total do setor pet.
Já as vendas em lojas físicas caíram 1,4% em valor. No relatório da American Pet Products Association (APPA), o gasto total do setor pet nos EUA em 2025 ficou em torno US$ 158 bilhões, com projeção de alcançar US$165 bilhões em 2026.
Canal muda conforme categoria
Segundo a NielsenIQ, a preferência de compra varia por tipo de produto. Na categoria de alimentos, houve queda de 1,2% nas vendas presenciais, que hoje respondem por 63% do total, enquanto as vendas online subiram 13,2%.
Já em utensílios e acessórios (pet supplies), o canal digital teve alta de 17,4% e já responde por 62% das vendas.Petiscos (treats) têm a maior fatia de vendas online entre as categorias, com 79%. Mesmo assim, as vendas em lojas físicas também cresceram 0,8%, estimuladas por reajuste de 1,2% nos preços.
Concentração em poucos varejistas
O marketplace da Amazon detém 21,4% de participação no mercado pet dos EUA, um ganho de 1,9 ponto percentual sobre o ano anterior. Os demais Varejistas somam 17,4% de participação, com perda de 0,6 ponto. Redes pet só de venda online também perderam 0,6 ponto e hoje respondem por 12,8% do mercado.
A NielsenIQ atribui o crescimento online à entrada de novos tutores e ao aumento de compras por cliente. Em média, as compras subiram de 12% para 12,6% no período, e a fatia de domicílios que compra online passou de 67,7% para 74,2%.
A NielsenIQ projeta alta de 6% na receita total do setor pet nos EUA em 2026, com o canal online crescendo 14,4% e as lojas físicas recuando 1,1%.