Tendências que moldam a nutrição pet em 2026
Publicação da Fi Europe destaca a procura por alimentos naturais, os desafios da escolha de proteínas sustentáveis e o avanço da nutrição preventiva para cães e gatos
Em 2026, a indústria pet food acompanha três tendências: maior procura por produtos naturais, busca por fontes de proteína alinhadas à sustentabilidade e crescimento da nutrição preventiva. Esses movimentos foram destacados pela Fi Europe, feira internacional de ingredientes para alimentos, na publicação Staying on Top of Pet Food Trends.
O material reúne oito tendências que, segundo a organização, influenciam o desenvolvimento de produtos, a escolha dos consumidores e as estratégias dos fornecedores. Para fabricantes e fornecedores do setor pet, essas mudanças apontam oportunidades de inovação, mas também exigem atenção à formulação, à seleção de matérias-primas e a forma de comunicar benefícios dos produtos.
Alimentos naturais ampliam espaço no mercado
A primeira tendência é o aumento da procura por alimentos naturais, impulsionada pelo interesse dos tutores na saúde e no bem-estar dos animais. Segundo a publicação, esse comportamento está ligado a humanização dos pets.
Entre as características mais valorizadas estão fórmulas sem aditivos, conservantes e ingredientes desnecessários. Como resposta, as marcas aumentam a oferta de alimentos crus, produtos liofilizados, receitas com ingredientes de padrão humano e petiscos funcionais.
Esses produtos também são desenvolvidos para atender necessidades específicas, como saúde digestiva, articulações e imunidade. A Fi Europe destaca que plataformas digitais e canais de varejo podem ser usados pelas empresas para explicar a composição e as características das formulações.
Escolha de proteínas envolve desafios de sustentabilidade
A segunda tendência envolve a procura por proteínas consideradas de maior valor e os impactos ambientais da escolha dos ingredientes. Segundo a Fi Europe, a demanda por cortes de carne premium pode entrar em conflito com modelos de produção que aproveitam diferentes partes dos animais e buscam reduzir o desperdício de matérias-primas.
O desafio dos fabricantes é conciliar a preferência dos consumidores por ingredientes específicos com as metas de sustentabilidade. Entre as alternativas citadas estão proteínas de insetos, ingredientes produzidos por fermentação e fórmulas que combinam diferentes fontes de proteína. Porém, essas opções ainda enfrentam dificuldades para aumentar a produção.
A publicação também destaca que alimentos secos convencionais podem gerar menos emissões de gases de efeito estufa. Isso mostra que o impacto ambiental depende dos ingredientes e dos processos de produção, e não apenas do produto ser premium.
Nutrição preventiva impulsiona suplementos
A terceira tendência é o crescimento da nutrição preventiva, voltada às necessidades específicas de cada animal. Segundo a Fi Europe, os suplementos estão ganhando espaço nos cuidados com os pets. Os tutores projetam formas de cuidar da saúde dos animais a longo prazo e, possivelmente, controlar os gastos com atendimento veterinário.
Os benefícios dependem das necessidades do animal e da escolha dos produtos. Embora represente uma oportunidade para o setor, essa tendência não significa que todos os pets precisam de suplementos ou que esses produtos substituam a avaliação veterinária