
Um estudo inovador, publicado na revista Advanced Science, investigou a sincronização das ondas cerebrais entre cães autistas e seus tutores. Utilizando uma abordagem ousada, utilizaram o LSD para estimular a conexão social entre as espécies, revelando, pela primeira vez, que essas interações podem gerar uma sincronia cerebral verdadeira, algo antes observado apenas em humanos. As informações são do portal Sechat.
Pesquisa com LSD em cães autistas
A pesquisa foi realizada com dez beagles, com uma mutação genética que caracteriza o autismo, conhecida como Shank3, e seus tutores humanos. Os cachorros e os humanos foram equipados com bonés de eletroencefalograma (EEG) para monitorar a atividade cerebral durante interações simples, como trocas de olhares e carinho.
Os cães receberam uma dose controlada de LSD, aplicada via intramuscular (7,5 microgramas por quilo de peso), enquanto uma solução salina foi usada como controle.
Os resultados impressionaram. As interações entre os pets e seus tutores levaram a uma clara sincronização das ondas cerebrais, especialmente nas regiões ligadas à atenção e ao comportamento social. Essa descoberta mostrou que o “acoplamento de atividade cerebral” ocorre entre diferentes espécies durante interações sociais.
Mas a sincronia cerebral não foi observada em todos os pets. Para aprofundar a investigação, os cientistas introduziram o uso do LSD. Após a administração da substância, os cães mostraram uma melhora significativa na sincronização cerebral com seus donos.
Yong Q. Zhang, um dos principais autores do estudo, afirma que os resultados indicam novos caminhos para o tratamento de condições neurológicas. Além disso, destacou o potencial terapêutico do LSD ou de seus derivados na melhora dos sintomas sociais do transtorno.