Fundador da Petz critica jornada 5×2 e defende flexibilização
Sergio Zimerman afirma que definição da carga horária deve ocorrer por negociação entre trabalhadores e empregadores; rede mantém modelo 6x1 em suas operações
Sergio Zimerman afirma que definição da carga horária deve ocorrer por negociação entre trabalhadores e empregadores; rede mantém modelo 6x1 em suas operações
por Juliana de Caprio em
e atualizado em
Sergio Zimerman, fundador da Petz e presidente do conselho da Petz Cobasi, afirmou ser contrário à adoção obrigatória da jornada 5×2 e defendeu modelos mais flexíveis de contratação e definição da carga horária de trabalho.
Durante participação no Seminário Lide, realizado em Barueri (SP), o executivo declarou que a definição das jornadas deveria atender às necessidades individuais de empregados e empregadores, sem a imposição de um único modelo para todos os setores econômicos. “Está tudo bem querer trabalhar menos, mas tem quem queira trabalhar mais. Se a Constituição proíbe isso, as pessoas são levadas à informalidade”, afirmou.
A discussão ocorre em meio ao avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1, atualmente em análise no Senado após aprovação pela Câmara dos Deputados. O texto estabelece dois dias de folga semanais e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas por semana.
Segundo Zimerman, a adoção obrigatória da jornada 5×2 poderia limitar a flexibilidade das relações de trabalho. O executivo manifestou apoio à PEC 12/2026, proposta apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que prevê a possibilidade de escolha entre o regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e modelos baseados em horas trabalhadas com negociações individuais.
Para o empresário, diferentes segmentos econômicos possuem necessidades operacionais distintas e, por isso, não deveriam seguir obrigatoriamente uma única regra de jornada. “É uma discussão entre levar o país a um atraso ou a um progresso”, declarou.
Apesar do posicionamento favorável à flexibilização das jornadas, a Petz não realizou testes de escalas alternativas em suas operações. Atualmente, os colaboradores das lojas da rede seguem o modelo 6×1, com seis dias consecutivos de trabalho e um dia de descanso.
A eventual aprovação das mudanças propostas poderá impactar diferentes setores da economia, incluindo o varejo. Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), cerca de 35 milhões de trabalhadores formais, o equivalente a 58,4% dos empregados com carteira assinada no Brasil, atuam em regimes que podem ser afetados pelas novas regras.
Estudante de Jornalismo na Fundação Casper Líbero. Colabora na produção de notícias e conteúdos do portal Panorama Pet&Vet.
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