Coreia do Sul proíbe carne canina e vê aumento da população pet
País registrou 3,67 milhões de animais de estimação cadastrados em 2025, enquanto mais de 82% das criações de cães para consumo humano já encerraram suas atividades
País registrou 3,67 milhões de animais de estimação cadastrados em 2025, enquanto mais de 82% das criações de cães para consumo humano já encerraram suas atividades
O número de gatos e cachorros registrados como animais de estimação na Coreia do Sul cresceu 5,3% em 2025, chegando a 3,67 milhões, segundo dados do Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais do país. O avanço ocorre enquanto o governo se prepara para implementar a proibição nacional da criação, do abate e da comercialização de cães para consumo humano, prevista para fevereiro de 2027.
Apesar do aumento no total de animais registrados, o número de novos cadastros caiu 4,9% no período, para aproximadamente 247 mil. Os dados também mostram redução de 10,4% no número de animais abandonados resgatados, que chegou a 96 mil em 2025.
A lei aprovada em janeiro de 2024 proíbe a criação, o abate, a distribuição e a venda de cães destinados ao consumo humano. A proibição entrará em vigor em 7 de fevereiro de 2027, depois de um período de transição de três anos.
Segundo dados divulgados em setembro de 2026, 1200 das 1537 criações registradas no país já haviam encerrado as atividades, equivalente a 82% do total. Cerca de 20 mil cães ainda permanecem nas 300 instalações em operação.
Para incentivar o encerramento antecipado das criações, o governo oferece até 600 mil wons (cerca de R$2.250) por animal. Também disponibiliza empréstimos com juros reduzidos e programas de apoio para quem precisa mudar de profissão ou encontrar um novo emprego.
Após o prazo legal, os responsáveis que descumprirem a proibição poderão enfrentar penas de até três anos de prisão.
O governo prolongou até 31 de dezembro de 2027 o prazo para que as regras sanitárias e de importação de alimentos para animais de estimação comecem a ser validas.
A mudança concede mais tempo para que exportadores e importadores se adaptem às exigências. A exceção não se aplica aos alimentos para pets que contenham ingredientes derivados de ruminantes, que continuam sujeitos as revisões.
As medidas acompanham as mudanças na relação dos sul-coreanos com os pets e o aumento dos registros de animais de estimação. Para empresas que exportam alimentos para o país, o novo prazo ajuda a planejar os negócios e a se adequar as normas locais.
Conteúdos por Leo Velozo
Estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Colaborador na redação e elaboração de notícias para o portal Panorama Pet&Vet, com atuação na produção, tradução e adaptação de conteúdos jornalísticos sobre o mercado pet e veterinário.
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