Doenças de pele lideram atendimentos na clínica de pequenos animais
Especialistas alertam que alterações dermatológicas podem indicar desde alergias até zoonoses e reforçam a importância do diagnóstico precoce
Especialistas alertam que alterações dermatológicas podem indicar desde alergias até zoonoses e reforçam a importância do diagnóstico precoce
por Juliana de Caprio em
Coceira persistente, queda de pelos, vermelhidão e feridas estão entre as principais queixas nos atendimentos de cães e gatos. Embora muitos tutores associem esses sinais apenas a problemas de pele, eles podem indicar alergias, infecções, distúrbios hormonais e até zoonoses.
Segundo o médico-veterinário Julio Israel Fernandes (CRMV-RJ nº 6787), vice-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) e professor titular da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a pele é um importante indicativo da saúde do animal e o diagnóstico correto é fundamental para definir o tratamento.
“Hoje, sem dúvida, a principal doença dermatológica que acomete os cães é a dermatite atópica, que, infelizmente, não tem cura, mas controle. Essa doença tem um impacto importante na qualidade de vida dos animais e de seus respectivos responsáveis”, afirma.
O especialista destaca ainda que enfermidades como esporotricose e leishmaniose também vêm registrando aumento de casos e exigem atenção por serem zoonoses.
Outro alerta é para a automedicação. Segundo Israel, muitas lesões acabam sendo tratadas como alergias sem avaliação clínica, o que pode retardar o diagnóstico e agravar o quadro. “Existem diversos diagnósticos diferenciais e somente o médico-veterinário, após minucioso exame clínico, é capaz de confirmar o diagnóstico da doença”, ressalta.
O professor também reforça que não existe um tratamento padrão para todos os pacientes. Mesmo animais com o mesmo diagnóstico podem responder de forma diferente às terapias, exigindo acompanhamento veterinário durante todo o tratamento.
Diante de alterações na pele, o CRMV-RJ orienta que os tutores procurem atendimento médico-veterinário o quanto antes. Segundo a entidade, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de sucesso terapêutico e preservar a qualidade de vida dos animais.
Estudante de Jornalismo na Fundação Casper Líbero. Colabora na produção de notícias e conteúdos do portal Panorama Pet&Vet.
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