Elanco cresce 15% no trimestre e revisa projeções
Companhia amplia receita global impulsionada por inovação em pets e produção animal
por Juliana de Caprio em
e atualizado em
A Elanco Saúde Animal encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita de US$ 1,37 bilhão (R$ 6,77 bilhão), alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao desempenho orgânico, que considera moeda constante, o avanço foi de 10%.
O EBITDA ajustado da companhia alcançou US$ 334 milhões (R$ 1.650,33 milhões), com margem de 24,5%, enquanto o lucro líquido ajustado chegou a US$ 204 milhões (pouco mais de R$ 1 bilhão). Segundo a empresa, o desempenho foi sustentado pelo avanço do portfólio de inovação, expansão internacional e maior demanda por soluções em saúde animal.
“O primeiro trimestre reforça o momento positivo da nossa estratégia, apoiada em um portfólio próprio e competitivo”, afirmou Jeff Simmons, presidente e CEO da companhia.
Segmento pet impulsiona resultados
A divisão de Pet Health registrou receita de US$ 710 milhões (R$ 3.508,18 milhões), crescimento de 12% no período. O principal destaque foi o Zenrelia™, medicamento voltado ao controle de dermatites em cães, que ultrapassou a marca de 2 milhões de animais tratados globalmente nos últimos quatro trimestres.
Segundo a companhia, o produto já está presente em mais de 50% das clínicas veterinárias dos Estados Unidos e também alcançou participação superior a 50% no mercado brasileiro da categoria de inibidores de JAK.
No Brasil, a empresa também destaca o avanço de produtos como Elura™, Varenzin™ e Credeli™, reforçando a estratégia voltada à prevenção e ao cuidado contínuo com os pets.
“Observamos um crescimento consistente no segmento pet brasileiro, impulsionado pela demanda crescente por saúde e bem-estar animal”, afirmou Paul Riga, diretor geral da operação brasileira.
Companhia eleva projeções para 2026
Com os resultados do trimestre, a Elanco revisou para cima suas projeções para 2026. A empresa agora estima receita entre US$ 5,01 bilhões (R$ 24,75 bilhões) e US$ 5,08 bilhões (R$ 25,10 bilhões), além de EBITDA ajustado entre US$ 975 milhões (R$ 4.817,57 milhões) e US$ 1,005 bilhão (R$ 4,97 bilhões).
A companhia também projeta crescimento orgânico entre 5% e 7% ao longo do ano e redução da alavancagem financeira para um patamar entre 3,0 e 3,2 vezes o EBITDA ajustado até o fim de 2026.
“Esse resultado nos dá confiança para revisar nossas projeções anuais para cima, mantendo uma abordagem equilibrada diante do cenário macroeconômico”, afirmou Bob VanHimbergen, CFO da Elanco.