VetFamily aposta na força da veterinária independente
Comunidade amplia suporte à gestão, poder de negociação e atualização profissional para clínicas que buscam crescer sem abrir mão da autonomia
A medicina veterinária brasileira passa por uma transformação que vai além do atendimento clínico. Cada vez mais profissionais escolhem construir a própria trajetória de forma independente. Nesse cenário, a VetFamily amplia sua atuação no Brasil com uma proposta que combina condições comerciais, ferramentas de gestão e compartilhamento de conhecimento para fortalecer clínicas e hospitais veterinários independentes.
O movimento encontra respaldo nos dados do Radar Vet 2025, estudo realizado pela Comissão de Animais de Companhia do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Comac/Sindan), em parceria com a consultoria H2R. Entre os 805 profissionais entrevistados, 72% atuavam de forma independente, ante 26% em 2021. Outros 14% eram proprietários de clínicas ou hospitais, enquanto 14% trabalhavam sob o regime CLT.
A preferência pela autonomia também aparece na Pesquisa Global de Membros da VetFamily. Segundo o levantamento, 84% dos associados pretendem continuar à frente de negócios independentes e somente 4% consideram vender suas operações para grupos corporativos. Os números ajudam a dimensionar a oportunidade de um modelo que oferece suporte para o desenvolvimento empresarial sem exigir a transferência do controle do estabelecimento.
Independência com estrutura
Fundada sobre a proposta de conectar profissionais e negócios veterinários independentes, a VetFamily chegou ao Brasil em 2022. A operação integra uma comunidade internacional presente em 14 países, com mais de 11 mil hospitais, clínicas, consultórios e serviços de atendimento domiciliar.
A atuação está organizada em três frentes – poder de negociação, suporte à gestão e comunidade de aprendizado. “Por meio da rede, os associados acessam condições comerciais junto a fornecedores, laboratórios e marcas do setor, além de oportunidades para compartilhar experiências e aprimorar a administração de seus negócios”, reforça Stella Grell, diretora da VetFamily no Brasil.
A proposta ganha relevância em um mercado no qual a consolidação empresarial convive com a busca por diferenciação dos estabelecimentos independentes. Para competir, não basta dominar os aspectos técnicos da profissão. É necessário desenvolver competências relacionadas a precificação, produtividade, relacionamento com os responsáveis pelos animais, gestão de pessoas e adoção de tecnologias.
“Estamos diante de um profissional mais atento à gestão e às decisões estratégicas do negócio. A busca por tecnologia, eficiência operacional e melhores condições comerciais mostra que permanecer independente não significa estar sozinho. Nosso papel é criar as condições para que essas clínicas possam evoluir, trocar experiências e tomar decisões mais qualificadas sem abrir mão de sua identidade”, ressalta.
Gestão e atualização no centro da estratégia
A necessidade de profissionalização também aparece no comportamento dos associados. De acordo com a pesquisa da comunidade, 84% realizaram pelo menos uma mudança estrutural relevante no último ano, como aquisição de equipamentos ou revisão de preços. A inteligência artificial aplicada ao diagnóstico já figura entre as prioridades de 38% dos entrevistados.
O avanço tecnológico, entretanto, não elimina desafios mais básicos da operação. Para 45% dos associados, o bem-estar das equipes representa uma dificuldade maior do que o próprio recrutamento. O dado evidencia a complexidade de administrar um estabelecimento que depende tanto da qualidade técnica quanto da capacidade de manter profissionais engajados e oferecer uma experiência consistente aos clientes.
É nessa direção que a VetFamily prepara o Member Day 2026, encontro marcado para 14 de novembro, no Novotel Morumbi, em São Paulo. A programação combinará conteúdos sobre medicina preventiva felina, acesso ao tratamento, neurologia e neurocirurgia, acolhimento no luto pet, documentação e obrigações dos estabelecimentos veterinários, inteligência artificial aplicada à rotina e dermatopatias alérgicas.
“A proposta é aproximar conhecimento clínico e desafios concretos da profissão, incluindo decisões difíceis no atendimento e questões administrativas que influenciam o funcionamento das clínicas”, comenta.