Sustentabilidade pressiona indústria de pet food a redesenhar embalagens
Regulamentação europeia amplia exigências sobre materiais, composição e reciclagem, enquanto fabricantes buscam preservar a conservação dos alimentos
A sustentabilidade das embalagens passou a ter um papel importante nas decisões de desenvolvimento e produção da indústria de pet food. A regulamentação europeia sobre resíduos de embalagens (PPWR) traz novas regras para os materiais, composição e para a possibilidade de reciclagem, levando os fabricantes a reverem as embalagens usadas em alimentos para cães e gatos. O desafio é desenvolver alternativas com menor impacto ambiental sem comprometer a conservação, a segurança e a validade dos produtos.
Regulamentação europeia muda exigências para embalagens
O Regulamento (UE) 2025/40, conhecido como PPWR, entrou em vigor em 11 de fevereiro de 2025 e prevê mudanças graduais para diminuir a geração de resíduos e aumentar a utilização de embalagens reutilizáveis e recicláveis. Entre as diretrizes estão a redução de materiais desnecessários, o desenvolvimento de estruturas mais simples para reciclagem, o aumento das metas de reaproveitamento e a ampliação da responsabilidade dos fabricantes pelo ciclo de vida das embalagens.
No mercado de alimentos para pets, a adaptação traz desafios técnicos por causa da variedade de produtos e das diferentes necessidades de conservação. Sacos de ração seca, embalagens de petiscos e produtos úmidos precisam de níveis específicos de proteção contra umidade, oxigênio e outros fatores que podem afetar a qualidade dos alimentos. Uma das alternativas é trocar as embalagens com várias camadas por modelos feitos de um único material, principalmente polietileno (PE). Para atingir as classificações mais altas de reciclabilidade previstas nas diretrizes, o PE deve representar mais de 95% da embalagem na Classe A e 80% na Classe B.
Materiais e processos de produção passam por adaptação
A mudança também envolve impressão, acabamento e fabricação. A impressão à base de água diminui o uso de solventes e as emissões de compostos orgânicos voláteis. Outra alternativa é substituir vernizes por filmes com acabamento fosco, evitando componentes que possam dificultar a reciclagem.
A conservação dos alimentos continua sendo um desafio técnico. Para manter a proteção contra umidade e oxigênio, fabricantes avaliam barreiras de óxido de alumínio (AlOx) e óxido de silício (SiOx). O desenvolvimento dessas soluções exige testes conjuntos entre fabricantes de pet food, fornecedores de embalagens e empresas de máquinas.