Royal Canin une ciência e prática clínica no maior palco veterinário do país
No PET VET 2026, Royal Canin aprofunda a discussão sobre saúde gastrointestinal, nutrição de precisão e medicina felina
por Gabriel Sartini em
A Royal Canin participa do PET VET Expo 2026 com uma programação voltada a desafios presentes na rotina dos médicos-veterinários, com destaque para saúde gastrointestinal, nutrição clínica e Medicina Felina. O evento acontece entre quarta-feira (dia 12) e sexta-feira (dia 14), no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP), reunindo profissionais de diferentes áreas da Medicina Veterinária.
A empresa também estará nos palcos Eu e Meu Gato e Emergência e Cuidados Críticos (ECC), ampliando a discussão sobre o papel da nutrição em diferentes momentos do atendimento. Segundo Carla Pistori, diretora de Assuntos Corporativos da Royal Canin Brasil, a participação busca estimular o diálogo com os profissionais e aproximar o conhecimento científico da rotina clínica.
“Mais do que uma presença de marca, queremos que o PET VET seja uma oportunidade de troca com a comunidade veterinária”, afirma. “No fim, queremos que essa troca se traduza em benefícios concretos para os pacientes, decisões mais individualizadas, manejo nutricional mais adequado e, consequentemente, melhores condições para a saúde e a qualidade de vida de gatos e cães”, pontua.
Saúde gastrointestinal está entre desafios da rotina clínica
A saúde gastrointestinal é um dos focos da programação da Royal Canin. De acordo com Priscila Rizelo, médica-veterinária e gerente de Comunicação e Assuntos Científicos, estimativas globais indicam que alterações gastrointestinais representam cerca de 27% dos atendimentos veterinários.
A frequência, porém, não significa que esses casos tenham condução simples. Vômitos e diarreias, por exemplo, podem estar relacionados a diferentes condições e exigir estratégias terapêuticas e nutricionais específicas.
“O trato gastrointestinal está associado não apenas à digestão e à absorção de nutrientes, mas também ao equilíbrio hídrico e eletrolítico, à proteção imunológica e ao microbioma intestinal”, explica Rizelo.
Nesse contexto, a nutrição clínica passa a integrar o manejo de forma mais ampla, considerando as características dos alimentos e as necessidades de cada paciente, sempre em conjunto com a avaliação realizada pelo médico-veterinário.
Nutrição ganha espaço no atendimento de pacientes críticos
A presença da Royal Canin no palco de Emergência e Cuidados Críticos parte de uma questão particularmente relevante para hospitais e clínicas veterinárias: como incorporar o suporte nutricional ao tratamento de pacientes que apresentam alterações metabólicas e fisiológicas importantes.
Em animais hospitalizados, problemas de alimentação podem ocorrer justamente em um momento em que o organismo enfrenta maior demanda para responder à doença ou ao trauma. Por isso, a avaliação nutricional não deve ficar para depois da estabilização.
“Pacientes críticos frequentemente apresentam redução ou ausência de ingestão de alimentos, aumento das demandas metabólicas e alterações fisiológicas que podem impactar sua recuperação”, explica a médica- veterinária.
A abordagem coloca a avaliação nutricional precoce como parte do cuidado hospitalar. Segundo Rizelo, considerar esse aspecto desde as primeiras etapas do atendimento pode contribuir para a resposta do organismo ao tratamento, além de ajudar a reduzir complicações e favorecer melhores desfechos clínicos.
Para a gestão veterinária, a discussão também toca em um aspecto prático – a integração de diferentes áreas do atendimento. Em um ambiente hospitalar, alimentação, hidratação, terapia medicamentosa, monitoramento e demais cuidados precisam ser avaliados de forma coordenada, considerando as condições específicas de cada paciente. No palco de Emergência e Cuidados Críticos, a Royal Canin leva a discussão sobre a incorporação do suporte nutricional ao atendimento de pacientes hospitalizados.
“Pacientes críticos frequentemente apresentam redução ou ausência de ingestão de alimentos, aumento das demandas metabólicas e alterações fisiológicas que podem impactar sua recuperação”, explica a médica-veterinária.
A avaliação nutricional precoce, portanto, integra uma abordagem hospitalar que precisa considerar de forma coordenada alimentação, hidratação, terapia medicamentosa, monitoramento e demais cuidados, de acordo com as condições de cada paciente.
Medicina felina ganha espaço na programação
No palco Eu e Meu Gato, a programação da Royal Canin aborda enteropatias, deficiências nutricionais em gatos jovens e transplante de microbiota fecal.
A agenda acompanha a ampliação do conhecimento sobre as particularidades fisiológicas e nutricionais dos felinos e o avanço da Medicina Felina. Para Rizelo, a nutrição pode contribuir para o manejo de diferentes desafios gastrointestinais.
“Além de fornecer nutrientes essenciais, a nutrição pode auxiliar no manejo de diferentes desafios gastrointestinais, incluindo diferentes perfis de fibras, proteínas hidrolisadas e soluções voltadas ao suporte digestivo”, sinaliza.
A gerente de Comunicação e Assuntos Científicos da empresa destaca que, “na Royal Canin, acompanhamos e apoiamos todos os avanços que possam contribuir para melhores desfechos clínicos e para a recuperação dos pacientes, sempre com base em evidências científicas e na avaliação individual de cada caso”.
Ciência traduzida em decisão clínica
Além da programação nos palcos, a Royal Canin preparou um estande com totens dedicados a informações técnicas e evidências clínicas, apresentados em conjunto com as soluções nutricionais da companhia. A proposta é mostrar aos profissionais os critérios relacionados à formulação e às características nutricionais dos alimentos.
Globalmente, a marca conta com cerca de 450 fórmulas. No Brasil, onde atua desde 1990, são disponibilizados mais de 180 alimentos por meio de canais especializados.
Para Rizelo, a amplitude de soluções deve estar acompanhada de uma avaliação individualizada. “Quando existem dados robustos sustentando determinada estratégia nutricional, o profissional tem mais segurança para recomendar uma solução específica”, resume.
Segundo a executiva, o objetivo é transformar conhecimentos relacionados a digestibilidade, fibras, proteínas e microbiota em informações que possam apoiar o médico-veterinário na construção de estratégias de manejo mais individualizadas.
Prevenção e longevidade devem ganhar espaço
A Royal Canin também identifica a prevenção e a longevidade saudável como tendências que devem ganhar espaço nos próximos anos. Para Carla Pistori, o avanço de ferramentas preditivas, do monitoramento de dados e de abordagens personalizadas deve favorecer a identificação e o manejo precoce de doenças.
“A prevenção deve ganhar ainda mais protagonismo nos próximos anos, com o avanço de ferramentas preditivas, monitoramento de dados de saúde e abordagens mais personalizadas para a prevenção e o manejo precoce de doenças”, analisa.
A executiva também destaca a importância de olhar para o envelhecimento dos animais não apenas pela perspectiva do aumento da expectativa de vida, mas pela manutenção da qualidade de vida ao longo desse período.
“Da mesma forma, devemos observar diagnósticos cada vez mais precoces de doenças crônicas, impulsionados tanto por responsáveis mais atentos quanto pela evolução das ferramentas diagnósticas e do acompanhamento clínico”, pontua.
Nesse cenário, a alimentação pode contribuir para o acompanhamento contínuo dos animais, integrando estratégias voltadas à prevenção e ao suporte à saúde ao longo da vida.
A participação da Royal Canin no PET VET 2026 reúne, assim, diferentes frentes da nutrição veterinária em torno de um mesmo princípio: transformar conhecimento científico em ferramentas que apoiem decisões clínicas mais individualizadas, com foco na saúde e na qualidade de vida de cães e gatos.