Molnupiravir manipulado amplia opções contra PIF no Brasil
Antiviral passa a ser preparado em farmácias veterinárias; uso requer monitoramento clínico e laboratorial, especialmente devido a relatos de alterações hematológicas
Antiviral passa a ser preparado em farmácias veterinárias; uso requer monitoramento clínico e laboratorial, especialmente devido a relatos de alterações hematológicas
por Juliana de Caprio em
A DrogaVET anunciou a disponibilização do molnupiravir manipulado para uso veterinário no Brasil, voltado principalmente ao tratamento da peritonite infecciosa felina (PIF). O antiviral, já estudado internacionalmente, apresenta taxas de resposta clínica entre 80% e 90% em estudos publicados, sobretudo em casos não neurológicos, posicionando-se como alternativa terapêutica relevante em um cenário historicamente limitado.
Até então, o tratamento da PIF no país dependia majoritariamente do GS-441524, fármaco importado que esbarrava em três obstáculos: restrições logísticas, custo elevado e entraves regulatórios.
A possibilidade de manipulação nacional do molnupiravir reduz essas barreiras de acesso e insere uma opção com eficácia comparável, segundo dados clínicos disponíveis, ainda que com necessidade de acompanhamento rigoroso.
Do ponto de vista farmacológico, o molnupiravir atua como pró-fármaco que induz mutações no RNA viral, comprometendo a replicação do coronavírus felino associado à doença. O protocolo terapêutico é prolongado, com duração média de cerca de 84 dias, e deve ser individualizado conforme peso, forma clínica e evolução do paciente. O uso requer monitoramento clínico e laboratorial, especialmente devido a relatos de alterações hematológicas reversíveis.
Um dos principais diferenciais operacionais está na forma de dispensação. O medicamento pode ser manipulado em apresentações como biscoitos, pasta oral e suspensão oleosa, com dosagens ajustadas e saborização. Essa customização busca melhorar a adesão ao tratamento, fator crítico considerando o perfil comportamental dos felinos e a longa duração da terapia.
Além da PIF, o molnupiravir também vem sendo investigado para a gengivoestomatite crônica felina associada ao calicivírus, ainda em estudos preliminares. A ampliação do acesso ao antiviral no Brasil tende a impactar a prática clínica de pequenos animais, especialmente no manejo de doenças infecciosas de alta complexidade e letalidade.
Distribuição: Via loja física
Responsável: Fabiana Cardoso – [email protected]
Estudante de Jornalismo na Fundação Casper Líbero. Colabora na produção de notícias e conteúdos do portal Panorama Pet&Vet.
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