Geração de pets da pandemia entra na meia-idade e amplia alerta para saúde preventiva
Pesquisa aponta que muitos tutores só passam a pensar no envelhecimento dos animais quando surgem problemas de saúde
Pesquisa aponta que muitos tutores só passam a pensar no envelhecimento dos animais quando surgem problemas de saúde
por Henrique Almeida em
Milhões de cães e gatos adotados durante a pandemia de Covid-19 estão entrando na meia-idade, fase considerada pela ciência veterinária como uma janela importante para cuidados preventivos e promoção da longevidade. Mas uma pesquisa global encomendada pela Royal Canin indica que muitos tutores ainda deixam de agir nesse momento, mesmo mantendo forte vínculo emocional com seus animais.
Segundo o levantamento, 44% dos tutores afirmam que só começam a pensar no envelhecimento dos pets quando surgem problemas de saúde, enquanto 38% acreditam que não há nada que possa ser feito para mudar esse processo. O estudo também mostra que 55% evitam falar sobre o envelhecimento dos animais por considerarem o tema triste.
A discussão acontece em um momento de amadurecimento do mercado pet, com avanço de categorias ligadas à saúde preventiva, nutrição funcional, check-ups e manejo de doenças crônicas.
De acordo com especialistas citados no estudo, mudanças biológicas associadas ao envelhecimento começam antes dos sinais clínicos mais evidentes, muitas vezes quando cães e gatos ainda aparentam boa saúde e energia.
Esse cenário abre espaço para uma abordagem mais preventiva dentro da medicina veterinária, especialmente entre os chamados “pets da pandemia”, geração impulsionada pelo aumento global da adoção durante os anos de isolamento social.
O levantamento mostra um contraste entre afeto e prevenção.
Apesar da resistência em lidar com o tema envelhecimento, 74% dos tutores entrevistados afirmam comprar presentes para datas comemorativas dos pets, enquanto 52% celebram aniversários anualmente.
Ainda assim, quase um terço (31%) admite adiar medidas preventivas porque o animal “parece bem”, sinalizando um desafio de conscientização para médicos-veterinários, indústria e empresas ligadas ao cuidado animal.
A discussão também conversa com tendências de mercado.
Com uma geração numerosa de pets entrando em fases mais maduras da vida, cresce o potencial para categorias como:
O envelhecimento animal deixa de ser apenas uma pauta clínica e passa a representar também uma frente estratégica para o ecossistema pet.
Conteúdos por Henrique Almeida
Jornalista formado pela FIAM-FAAM, com pós-graduação em Gestão da Comunicação Digital e Mídias Sociais pela Universidade Anhembi Morumbi. Atua há mais de 10 anos na produção de conteúdo digital, com experiência em redação, SEO, gestão de equipes e estratégia multiplataforma. Editor do portal e midias sociais do Panorama Pet&Vet.
Henrique Almeida possui 17 conteúdos publicados no Panorama Pet&Vet. Confira!
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