Mercado global de estética pet deve superar US$ 42 bilhões até 2035
Mercado global deve mais que dobrar em dez anos, mas custos operacionais e exigências profissionais pressionam os negócios
O mercado global de estética pet deve crescer de US$ 17,9 bilhões (R$ 90 bi) em 2025 para US$ 42,9 bilhões (R$ 215 bi) em 2035, segundo a World Alliance of Grooming Associations (WAGA). O mercado deve crescer, em média, 9,1% ao ano, impulsionado pelo aumento dos cuidados com pets e pela profissionalização dos serviços.
O Brasil ocupa a terceira posição mundial em número de profissionais de pet care, com 12.689 trabalhadores, atrás dos Estados Unidos, com 49.347, e do Reino Unido, com 15.037. Apesar das perspectivas de expansão, o setor enfrenta aumento de custos operacionais e novas exigências relacionadas à qualificação e ao bem-estar animal.
América do Norte lidera receita; Ásia-Pacífico cresce mais rápido
A América do Norte concentra 40% da receita global do setor. A falta de profissionais tem elevado os preços dos serviços, enquanto o atendimento móvel ganha popularidade. Segundo a WAGA, esse segmento cresceu 37% nos últimos três anos, e seus preços costumam ser de 20% a 40% mais altos que os dos salões tradicionais.
Na região Ásia-Pacífico, o crescimento é impulsionado por mercados como China, Índia, Japão e Coreia do Sul. A urbanização, o aumento da renda disponível e maior atenção ao bem-estar dos pets estão entre os fatores associados à expansão.
A tecnologia também modifica a rotina dos negócios: 58% dos agendamentos de estética pet já são feitos pela internet ou por aplicativos, de acordo com dados da WAGA.
Custos e regulamentações pressionam os negócios
O aumento das despesas é um dos desafios para os profissionais de pet care. Segundo a International Grooming Society (IGS), os principais custos incluem salários, aluguel e contas de água e energia, necessárias para atividades como aquecimento, secagem e lavagem.
Também pesam no orçamento os produtos de higiene, como xampus, condicionadores e desinfetantes, além de equipamentos, manutenção, seguros, softwares, taxas de pagamento e despesas administrativas.
Entre esses custos adicionais, a profissionalização do setor também vem acompanhada de novas exigências de capacitação e documentação relacionadas ao bem-estar animal.
Em outubro, o serviço de saúde e bem-estar animal de Singapura (AVS) apresentou uma nova versão do código de bem-estar animal voltado aos profissionais de estética pet. As diretrizes incluem conhecimentos sobre manejo adequado, técnicas específicas para diferentes espécies e raças e experiência prática ou treinamento.
Em Toronto, no Canadá, novas licenças para estabelecimentos que atendem animais deverão entrar em vigor em fevereiro de 2027, criando exigências adicionais para negócios do setor, incluindo os serviços de estética pet.