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Faturamento do mercado pet soma R$ 68,7 bilhões em 2023

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FATURAMENTO DO MERCADO PET
Foto: Freepik

O faturamento do mercado pet no Brasil segue consistente e com avanço de dois dígitos. Segundo dados consolidados do Instituto Pet Brasil (IPB), o setor movimentou R$ 68,7 bilhões em 2023 e cresceu 14% em relação ao ano anterior, o que ajuda a firmar o país como terceiro maior do mundo em receita.

O segmento de pet food foi o maior destaque, representando 55,5% do volume de negócios da indústria, com um montante total de R$ 38,1 bilhões. Já os serviços veterinários registraram um faturamento de R$ 6,6 bi em 2023, enquanto os produtos veterinários contabilizaram R$ 6,8 bilhões. Os cuidados com animais domésticos, conhecidos como pet care, movimentaram R$ 3,9 bilhões.

O setor varejista de produtos para animais de estimação, por sua vez, fechou o ano passado com receita de R$ 7,26 bilhões, representando 10,6% dos valores gerados pela indústria pet. Os serviços gerais para pets somaram R$ 5,9 bi.

Faturamento do mercado pet por segmento
(em bilhões de R$)

FATURAMENTO DO MERCADO PET
Fonte: Instituto Pet Brasil

Faturamento do mercado pet no Brasil no top 3 global

O faturamento do mercado pet no Brasil só é inferior ao dos Estados Unidos e da China. E a evolução é quase o dobro do incremento de 7,4% do setor em nível global, cuja receita alcançou US$ 180,8 bilhões (em torno de R$ 931 bi). O país responde por 5,54% desse movimento.

O resultado alimenta as expectativas para 2024. O IPB projeta que o faturamento do mercado pet supere R$ 76,3 bilhões neste ano, o que manteria a evolução em dois dígitos – 11% sobre 2023. E na análise por nicho no varejo, os pequenos e médios pet shops seriam os principais motores.

Esses estabelecimentos lideram a movimentação financeira, representando 48,7% do faturamento, ou R$ 37,2 bilhões. Em seguida, estão as clínicas e hospitais veterinários, com 18% – R$ 13,7 bilhões. Já os pet shops de grande porte, as chamadas mega stores, representam 9,4% do total, com R$ 7,1 bilhões.

Desempenho da indústria

Os segmentos de indústria de produtos para animais de estimação devem encerrar 2024 com um crescimento médio de 12,8% em relação a 2023. O faturamento do pet food, pet care e pet vet deve superar os R$ 54 bilhões e representam cerca de 70% de todo o mercado.

“Sem grandes variações no preço das commodities, mantém-se o crescimento sólido dos mercados de pet vet e pet care, além da demanda constante da cadeia de varejo em relação ao pet food. Isso demonstra que os consumidores vêm se preocupando em oferecer, além do alimento completo de qualidade, produtos que garantem higiene, saúde e bem-estar para seus animais”, comenta José Edson Galvão de França, presidente-executivo da Abinpet.

Apesar dos números robustos, Galvão de França destaca que os indicadores poderiam ser ainda melhores não fosse a alta carga tributária do setor. “No caso do pet food, por exemplo, a cada R$ 1 gasto pelos consumidores, R$ 0,50 são impostos. Isso acontece no Brasil de maneira discrepante aos outros grandes mercados do mundo. Nos Estados Unidos, líder de market share, os impostos não chegam a 7% do preço final. Na Europa, a média é 18%”, pontua.

Tributos pet no Brasil e em outros países
(% sobre o preço final)

FATURAMENTO DO MERCADO PET
Fonte: Instituto Pet Brasil (IPB)

Vendas online já são realidade no país

O desempenho do mercado pet em relação às vendas online também ajuda a explicar a receita recorde. Com relação ao e-commerce, os pet shops virtuais correspondem a 40,6% do volume de negócios, gerando R$ 2,4 bilhões.

As plataformas digitais das mega stores perfazem 26,8% do faturamento online e somam R$ 1,6 bilhão, enquanto os pequenos e médios pet shops representam 21,5% – R$ 1,3 bilhão.

“Os brasileiros aprovaram a comodidade da compra online e, hoje, esse hábito é comum, especialmente nos grandes centros. Os consumidores também aproveitam os canais digitais para promoções exclusivas e facilidades como assinaturas de produtos. Assim, quando o alimento está acabando, ele já sabe que uma entrega está agendada”, avalia Caio Villela, presidente do IPB.

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