Óleo de algas e proteína de levedura lideram alternativas promissoras para pet food
Estudo avalia maturidade comercial a partir da disponibilidade, nutrição e do impacto ambiental de nove ingredientes
Estudo avalia maturidade comercial a partir da disponibilidade, nutrição e do impacto ambiental de nove ingredientes
A indústria de pet food busca novas alternativas para fornecer ingredientes e reduzir impactos ambientais. De acordo com o relatório do Centre for Feed Innovation (CFI), em parceria com a Pet Sustainability Coalition (PSC), o óleo de algas e a proteína de levedura foram identificadas como as melhores opções para fabricantes de pet food.
Publicado em outubro de 2026, o estudo Alternative Ingredients in Pet Food: A Guide to Emerging Proteins and Oils in Dog and Cat Food avaliou nove ingredientes para alimentos de cães e gatos. A pesquisa considera oferta, uso comercial, sustentabilidade, evidências nutricionais e aceitação dos consumidores.
Com dados da KibbleLab, o levantamento analisou 6803 produtos para cães e gatos vendidos nos Estados Unidos, e concluiu que aproteína de levedura estava presente em 19,5% dos itens estudados, enquanto algas marrons apareciam em 14,6% e óleo de algas, em 3,4%.
A presença desses ingredientes não significa que sejam utilizados como principal fonte de proteína ou óleo. Segundo o relatório, eles são empregados principalmente em funções nutricionais específicas, ematérias-primas como proteína bacteriana, micoproteína e carne cultivada ainda não foram identificadas na amostra analisada.
O estudo pontua que proteínas alternativas geralmente apresentam menores emissões de gases de efeito estufa e menor uso de terra em comparação com a carne de frango. A vantagem, porém, é menos clara quando o óleo de algas é comparado a ingredientes derivados de animais. A produção de óleo de algas pode reduzir a dependência da pesca extrativa, mas costuma usar mais terra e água doce do que a produção de óleo de peixe.
As evidências nutricionais são consideradas promissoras, mas ainda insuficientes,especialmente para o uso desses ingredientes como fontes principais de proteína ou óleo. O relatório recomenda avaliar proteínas bacterianas e micoproteínas caso a caso, enquanto a proteína de algas, larvas de mosca e a carne cultivada devem continuar sendo acompanhadas.
Conteúdos por Leo Velozo
Estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Colaborador na redação e elaboração de notícias para o portal Panorama Pet&Vet, com atuação na produção, tradução e adaptação de conteúdos jornalísticos sobre o mercado pet e veterinário.
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