Estudo encontra metais pesados em alimentos para gatos
Pesquisa analisou 100 alimentos para gatos de 62 marcas e encontrou chumbo, cádmio e arsênio, enquanto o PFI questiona a interpretação dos resultados
Um estudo do Clean Label Project identificou metais pesados e outros contaminantes em alimentos para gatos comercializados nos Estados Unidos. A pesquisa analisou 100 produtos de 62 marcas e encontrou chumbo em 99% das amostras, cádmio em 96% e arsênio em 94%.
Os resultados geraram contestação do Pet Food Institute (PFI), entidade que representa fabricantes de alimentos para pets nos Estados Unidos. Segundo a organização, a pesquisa não apresenta o contexto científico e regulatório necessário para determinar se a presença das substâncias representa risco à saúde dos gatos.
Estudo avaliou mais de 120 contaminantes
A pesquisa avaliou mais de 120 contaminantes e toxinas ambientais. Os resultados foram calculados por 1000 quilocalorias, e não por peso do alimento, segundo o estudo.
De acordo com o relatório, a presença de contaminantes nos produtos é alarmante. Os metais pesados lideram a lista, com chumbo presente em 99% dos itens, o cádmio em 96% e o arsênio em 94%. O plastificante DEHP foi encontrado em quase metade das amostras (48%).
O estudo também apontou diferenças de acordo com a fonte de proteína. Produtos com peixes e frutos do mar apresentaram cerca de 18 vezes mais mercúrio do que os outros. Já os alimentos secos apresentaram aproximadamente três vezes mais chumbo que os produtos úmidos ou desidratados, considerando a quantidade por caloria
PFI questiona interpretação dos resultados
O Pet Food Institute afirma que o estudo compara os produtos com um critério próprio de “pureza”, e não com limites estabelecidos por órgãos reguladores ou avaliações de risco baseadas em evidências científicas.
A entidade também destaca que a presença de determinado metal não significa, por si só, que o alimento seja prejudicial. O possível impacto depende de fatores como concentração e tempo de exposição. O PFI ainda questiona o fato de cada produto ter sido representado por apenas um lote, o que limita as conclusões que podem ser tiradas sobre toda a linha de produção.
Segundo a organização, os fabricantes americanos trabalham com programas de segurança que incluem especificações para ingredientes, avaliação de fornecedores, testes, rastreabilidade e controles preventivos.