Indústria pet acelera debate sobre inteligência artificial, mas adoção ainda avança em ritmos diferentes
Brasil lidera uso global de IA, enquanto fabricantes de pet food ainda vivem diferentes estágios de transformação digital
Brasil lidera uso global de IA, enquanto fabricantes de pet food ainda vivem diferentes estágios de transformação digital
por Henrique Almeida em
A inteligência artificial avança rapidamente no cotidiano dos brasileiros, mas a indústria pet ainda vive diferentes estágios de maturidade digital. Enquanto o Brasil aparece como o país com maior dependência de IA no mundo, segundo levantamento da empresa de cibersegurança Check Point Software, fabricantes de pet food operando no país ainda adotam a tecnologia em velocidades distintas, com multinacionais liderando iniciativas mais robustas e empresas nacionais dando passos mais graduais.
Segundo a Check Point, o tráfego brasileiro no ChatGPT cresceu 1.406% em um ano, enquanto 83% dos profissionais do conhecimento já utilizam IA generativa regularmente. O estudo também aponta que 64% das interações no país envolvem delegação integral de tarefas à tecnologia, reforçando a intensidade da adoção local.
Apesar do entusiasmo brasileiro com IA, a indústria pet ainda apresenta contrastes relevantes.
De acordo com reportagem da Pet Food Industry, multinacionais já aplicam inteligência artificial em automação industrial, manutenção preditiva, atendimento ao cliente e otimização operacional. Entre os exemplos citados estão operações com conceito de Indústria 4.0, uso de sensores inteligentes para prevenção de falhas fabris e chatbots especializados em nutrição animal.
Por outro lado, fabricantes brasileiras ainda aparecem em estágios mais iniciais, com projetos pontuais, estudos internos ou ausência de iniciativas estruturadas para integração ampla da tecnologia.
Se parte da indústria tradicional ainda caminha com cautela, startups ligadas ao mercado pet já incorporam IA como ferramenta operacional.
Segundo a publicação, foodtechs utilizam inteligência artificial para otimizar logística, comunicação, marketing, personalização de produtos e organização de processos internos, em busca de maior previsibilidade e eficiência operacional.
O cenário indica que a adoção da tecnologia pode seguir caminhos distintos conforme o porte, a estrutura e o modelo de negócio das empresas.
A discussão também avança para além da eficiência operacional.
Com o crescimento da IA aplicada à saúde, nutrição e relacionamento com consumidores, ganham relevância temas como governança de dados, conformidade com a LGPD, supervisão humana em decisões clínicas e critérios éticos para uso da tecnologia. A leitura de mercado sugere que a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de produtividade e começa a se consolidar como vetor estratégico dentro do ecossistema pet.
Conteúdos por Henrique Almeida
Jornalista formado pela FIAM-FAAM, com pós-graduação em Gestão da Comunicação Digital e Mídias Sociais pela Universidade Anhembi Morumbi. Atua há mais de 10 anos na produção de conteúdo digital, com experiência em redação, SEO, gestão de equipes e estratégia multiplataforma. Editor do portal e midias sociais do Panorama Pet&Vet.
Henrique Almeida possui 16 conteúdos publicados no Panorama Pet&Vet. Confira!
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