Carteira aberta: 77% dos tutores gastam o que for necessário com pets
Mesmo diante de pressões no orçamento, brasileiros priorizam bem-estar animal e sustentam crescimento do mercado pet
Mesmo diante de pressões no orçamento, brasileiros priorizam bem-estar animal e sustentam crescimento do mercado pet
Em um cenário de maior pressão sobre o orçamento das famílias, os gastos com animais de estimação seguem resistentes. No Brasil, 77% dos tutores afirmam que gastam o quanto for necessário para manter seus pets saudáveis e seguros, segundo levantamento inédito.
O estudo foi realizado pelo Opinion Box com 1.014 tutores de todo o Brasil, em março de 2025. A pesquisa apresenta margem de erro de 3,1 pontos percentuais.
O comportamento dos entrevistados chama atenção por destoar de outras categorias de consumo, mais sensíveis a oscilações econômicas. Enquanto despesas consideradas não essenciais costumam ser revistas em momentos de aperto, os gastos com pets permanecem estáveis ou até mesmo crescem.
“Na prática, isso significa que alimentação, saúde e bem-estar animal ocupam um espaço privilegiado no orçamento doméstico”, ressalta Dani Schermann, CMO do Opinion Box.
A disposição para gastar está diretamente ligada ao vínculo emocional. Mais de 80% dos entrevistados consideram seus pets parte da família e uma parcela significativa os enxerga como filhos (68%). Esse nível de proximidade transforma o consumo em uma extensão do cuidado.
Nesse contexto, despesas com ração de qualidade, medicamentos, vacinas e consultas veterinárias deixam de ser vistas como custos e passam a ser tratadas como investimento em qualidade de vida.
Esse comportamento ajuda a sustentar um dos setores mais dinâmicos do país. Com uma base de consumidores altamente engajada, o mercado pet brasileiro encontra espaço para crescer mesmo em cenários adversos.
“A disposição dos tutores também abre caminho para a expansão de produtos e serviços de maior valor agregado, como planos de saúde pet, alimentação premium e terapias especializadas. O resultado é um aumento gradual do tíquete médio e da sofisticação da oferta”, argumenta.
O Brasil vem mantendo sua posição como uma potência no mercado pet, impulsionado por uma base ampla de tutores e pela forte presença de animais nos lares. Entre os pets mais comuns, os cães lideram com folga. Eles estão presentes em 74% das casas, seguidos pelos gatos, que aparecem em 35%. Outros animais, como aves, peixes, répteis e pequenos mamíferos, surgem com participação menor ou igual a 10%.
Conteúdos por
possui 20 conteúdos publicados no Panorama Pet&Vet. Confira!
Conteúdos relacionados
5 alimentos que fazem mal aos cachorros e devem ser evitados
5 alimentos que cachorros podem comer; confira cuidados ao incluir na dieta
Clube de Negócios estreia como elo entre indústria e gestores de pet shops e clínicas
Pedigree lança IA para impulsionar adoção de cães no Brasil
Exclusivo: Ração e remédios dominam gastos de tutores
Receba conteúdos inéditos e novidades gratuitamente