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Cobasi mira fusões no mercado pet

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fusões no mercado pet

As fusões no mercado pet passaram a ser prioridade na estratégia da expansão da Cobasi. Vice-líder em faturamento no setor, com market share de 4% contra 5% da Petz, a companhia adiou os planos de abrir capital e agora direcionará esforços para se unir a outras redes do setor.

As informações são da Veja. O movimento seguiria o exemplo da aquisição das 14 lojas da Mundo Pet, o que ajudou a Cobasi a impulsionar suas operações no Nordeste. Com a compra, aprovada em fevereiro deste ano, uma das líderes do mercado pet dobrou de tamanho da região.

Uma das primeiras estratégias da Cobasi será a ampliação da quantidade de itens disponíveis nas pet shops do grupo no Nordeste, que devem passar de 7 mil para 20 mil SKUs. A rede também planeja encorpar os investimentos na digitalização da Mundo Pet. A ideia é que as vendas online, que hoje representam um dígito, cheguem a 33%.

Como parte dessa meta, a Cobasi reformulou o aplicativo com apoio do Cobasi Labs, seu hub interno de inovação. A plataforma possibilita o agendamento de serviços, acesso a ofertas personalizadas do programa de fidelidade da marca e ainda um Espaço Pet, por meio do qual o cliente pode personalizar informações de seu animal de estimação e ativar alertas relativos a rotinas de saúde e ingestão de vacinas.

“Nós acreditamos que a ida às lojas da Cobasi é mais do que uma necessidade de compra, trata-se um momento de lazer para toda a família. Queremos transmitir o mesmo sentimento de acolhimento e troca de informações para a experiência digital. Por isso, repensamos nosso aplicativo para oferecer maior personalização, agilidade e interatividade com nossos clientes”, comenta Oderi Leite, diretor superintendente de digital da Cobasi.

Fusões no mercado pet devem ganhar fôlego em 2023

As fusões no mercado pet podem acelerar a transformação do setor já a partir deste ano. É o que indicam especialistas da B2R Capital, assessoria perita no assunto, em entrevista ao portal InfoMoney. E essa tendência pode impactar também pet shops independentes e de pequeno porte.

A análise partiu de Ricardo Bahiana e Bruno Jucá, sócios da B2R. A consultoria atende fundos e empresas que já compraram ativos de grupos como a Petz, que abriu capital em 2020. Outro exemplo é o da Petlove.

“A Petlove, por exemplo, está aumentando sua área interna de M&A, e tem buscado análises de empresas. Há fundos de investimento interessados em varejo premium, planos de saúde para animais e clínicas veterinárias”, afirma Bahiana.

Fusões no mercado pet aumentam 6 vezes em 3 anos

As fusões no mercado pet aumentaram quase seis vezes em três anos. Entre 2017 e 2019 ocorreram apenas sete transações. Já de 2020 a 2022, o número saltou para mais de 40.

Uma das operações de maior impacto aconteceu em abril de 2021, quando a Porto Seguro adquiriu 13,5% de participação na Petlove. A varejista pet, com isso, passou a operar a área de planos de saúde da seguradora. No mesmo ano a Petz comprou a Zee Dog.

“A frequência dessas movimentações está aumentando, o que acendeu uma luz de que esse mercado está se consolidando e apontando para um caminho de entrada de algumas dessas empresas na Bolsa de Valores”, avalia Bahiana.

Fragmentação favorece fusões no mercado pet

Números do mercado vão ao encontro das expectativas da consultoria. Além de o Brasil já ser um dos seis maiores mercados do mundo, o país tem um setor muito pet caracterizado pela fragmentação – já que 95% dos pontos de venda são controlados por pequenos e médios pet shops.

Dados do Sebrae são mais um exemplo da consolidação do varejo pet no Brasil. O setor registrou a abertura de mais de 18,2 mil negócios em 2022. Apesar de uma ligeira queda na comparação com o mesmo período de 2021, o volume é 33% superior ao de 2019 – antes da chegada da pandemia.

O levantamento contabilizou 18.278 novos CNPJs a partir de informações da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), incluindo empresas de comércio varejista de animais, medicamentos veterinários, artigos, alimentos, higiene, alojamento e embelezamento. Com esse avanço, estima-se a existência de 65,4 mil negócios no segmento, o que representa em torno de 78% do total de companhias ligadas ao mercado pet.

“Esse mercado apresentou uma virada durante o isolamento social, quando o número de animais de estimação atingiu recorde ao superar 149 milhões de pets”, ressalta Roberto Claret, analista de negócios e clientes do Sebrae.

Modelo de negócio deve mudar

Na percepção de Bahiana, da B2R, o setor também deve sofrer mudanças no modelo de negócio. “As megastores devem abrir espaço para lojas menores. Elas não vão deixar de existir, mas têm uma série de limitações: nem todo bairro comporta uma loja do tipo e o próprio mercado tem questionado esse tipo de loja”, acredita. A aquisição de pequenos pet shops por parte das grandes redes torna-se, dessa forma, um movimento natural.

A própria Petz parece seguir nesse caminho ao reconhecer a necessidade de pensar em novos formatos. “É uma estratégia parecida com as redes de farmácia e com a própria Americanas com a compra da Blockbuster. Eles não estavam interessados na locação de filmes, mas na capilaridade dos pontos de venda”, destaca Bahiana.

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