Exclusivo: Ração e remédios dominam gastos de tutores
Pesquisa reforça prioridade dos brasileiros com bem-estar animal
Os gastos com alimentação e saúde seguem no centro do orçamento dos tutores brasileiros. Levantamento da consultoria Opinion Box, lançado neste mês de abril e obtido com exclusividade pelo Panorama Pet&Vet, aponta que ração e medicamentos lideram as despesas com pets, refletindo uma prioridade clara – garantir qualidade de vida e bem-estar aos animais.
Alimentação lidera consumo
Entre os produtos mais adquiridos nos últimos três meses, as rações aparecem com ampla vantagem, citada por 89% dos entrevistados (9 em cada 10). Em seguida, aparecem itens como produtos de higiene (48%), brinquedos (43%) e petiscos industrializados (32%), indicando um consumo diversificado, mas ainda concentrado em necessidades básicas.
Produtos mais adquiridos nos últimos três meses
(% sobre total de consumidores)

A predominância da ração no orçamento reforça o papel estratégico da nutrição dentro do setor pet. Nos últimos anos, o segmento tem passado por um processo de sofisticação, com o avanço de categorias premium, super premium e produtos com apelo funcional. Um exemplo disso é o relançamento da linha Pro Plan, da Nestlé Purina, como noticiamos anteriormente.
“A qualidade do produto é o fator mais importante para quem compra, o que faz total sentido, já que o nível de exigência subiu. E as decisões de consumo atuais seguem o mesmo cuidado e rigor que temos com a nossa própria família”, destaca Dani Schermann, CMO do Opinion Box.
No campo dos serviços, os gastos com saúde também sobressaem. Medicamentos foram citados por 49% dos tutores, seguidos por vacinas (47%) e banho e tosa (46%), indicando uma maior atenção ao cuidado preventivo.
Quanto o tutor gasta em média
Os dados de consumo revelam que o orçamento destinado aos pets no Brasil é estruturado a partir de prioridades bem definidas, ainda com alimentação e saúde concentrando a maior parte dos gastos mensais.
No caso da alimentação, a maior fatia dos tutores desembolsa entre R$ 51 e R$ 200 (60%). Já os custos com saúde apresentam maior variação, refletindo um comportamento mais reativo. Enquanto parte dos tutores registra baixos gastos mensais ou até ausência de despesas no período (13%), outra parcela concentra desembolsos mais elevados com consultas, vacinas e medicamentos. 66% gastam até R$ 200.
Já os dispêndios com higiene e estética, que tendem a se manter em patamares mais baixos, têm predominância de valores até R$ 100 (50%), evidenciando que esses serviços são mais sensíveis a ajustes financeiros – 16% não têm esse tipo de gasto.