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Mulheres são 55% da força de trabalho da medicina veterinária

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medicina veterinária

Neste Dia Internacional da Mulher, o Panorama PetVet faz um reconhecimento ao trabalho das profissionais de medicina veterinária e destaca como elas influenciam positivamente o mercado. Porém, a força de trabalho feminina ainda esbarra em barreiras causadas pelo preconceito.

Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), dos 254.085 médicos veterinários inscritos no sistema CFMV/CRMVs, 140.189 são mulheres, representando uma parcela de 55,17%. O estado de São Paulo lidera em quantidade de médicas veterinárias, contando com 42,3 mil profissionais na área. Mas até 2018 elas eram minoria no exercício da profissão, de acordo com o Censo do CFMV publicado em 2020.

Medicina veterinária e exemplo de empreendedorismo

Letícia Bello espelha um dos exemplos de empreendedorismo feminino na medicina veterinária. Ela é sócia-proprietária do Centro de Reabilitação Veterinária Flor de Lótus, com três unidades em Guarulhos (SP) e nos bairros paulistanos do Jardim Bonfiglioli e Moema. A empresa integra a Associação Brasileira dos Hospitais Veterinários (ABHV).

Ela iniciou sua incursão no setor em um momento já marcado pela presença expressiva de mulheres. No entanto, presencia até hoje donos de animais de estimação optando pelo atendimento por profissionais homens.

“Na especialidade de ortopedia, por exemplo, houve situações em que não quiseram falar comigo. Tem gente que ainda considera algumas áreas masculinas devido à percepção de exigência de força física”, desabafa. 

“É um desafio falar de igual para igual” 

Letícia também enfrentou outro obstáculo enquanto organizava sua primeira caminhada para divulgar a unidade da Flor de Lótus de Guarulhos (SP) junto a veterinários e ao público final. “Tive que pedir autorização para órgãos públicos, como as secretarias do Meio Ambiente, Esporte, Transportes e Saúde, para realizar o evento. Não fui ouvida em diversas reuniões”, relata.

Com relação à presença feminina à frente de empresas da área, Letícia observa uma representação mais limitada. “Quando entrei para a ABHV, principalmente no que se refere ao associativismo e a modelos de gestão e empreendedorismo, percebi que nem todos acreditavam plenamente no meu potencial”, diz.

Ela conta que já notou “olhares estranhos e brincadeiras de mal gosto” e considera que pode ter ocorrido por conta de sua idade, 26 anos, e ao fato de estar inserida em um meio onde muitos profissionais têm anos de experiência. Mas isso não aconteceu por parte da diretoria.

Recado para as médicas veterinárias 

Letícia também passa uma mensagem para as mulheres da área, especialmente para as estudantes. “Se você tem características de liderança, garra, ideias e criatividade, não tenha receio do que os outros vão pensar se você assumir um cargo de liderança”, aconselha.

“Nós temos que nos unir, apoiar umas às outras. Esse é o caminho, principalmente no empreendedorismo. Vamos nos emponderar e mostrar esse poder e visão feminina que são diferenciados”, finaliza.

Representatividade no Conselho Federal de Medicina Veterinária 

A atual gestão do CFMV conta com a participação de seis mulheres, sendo uma presidente e cinco conselheiras, informou o conselho ao Panorama PetVet. Nos conselhos regionais, são cinco presidentes nos seguintes estados: Alagoas, Amapá, Pará, Pernambuco e Tocantins. Além disso, 168 mulheres ocupam cargos em diretoria como vice-presidentes e conselheiras efetivas e suplentes.

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