Guerra no Oriente Médio força reajuste de preços e até suspensão de vendas na indústria pet
Rotas afetadas e petróleo em alta são principais causas
Rotas afetadas e petróleo em alta são principais causas
Em meio ao conflito que se alastra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã, marcas da indústria pet brasileira já iniciaram processo de reajuste de preços a até mesmo suspenderam vendas por conta das dificuldades impostas pelo contexto geopolítico.
De acordo com Ricardo de Oliveira, CEO da consultoria Fórmula Pet Shop e diretor de expansão da Bable Pet, o maior obstáculo criado com todo esse cenário é o logístico. Isso porque muitos insumos e até produtos precisam de rotas que passam por zonas afetadas. Além disso, o petróleo tem ficado mais caro no mercado internacional e isso também faz com que matérias-primas correlatas fiquem com preços mais altos, como é o caso de polímeros.
“Todo esse movimento de reação ao cenário atual começou no início deste mês de março. Agora, as decisões estão se intensificando e as empresas estão analisando como repassar custos para os respectivos clientes”, explicou o especialista ao Panorama Pet&Vet.
A Pet Injet, fabricante de acessórios e produtos de pet care, já anunciou que, a partir do mês de abril, o reajuste médio de preços será na casa dos 12%. Segundo a companhia, fornecedores ampliaram os valores praticados em até 40%, o que pressiona a margem do negócio.
Já a Furacão Pet, também especializada em acessórios, promoverá 9% de reajuste a partir de abril. Na mesma linha, a Plast Pet informou ao mercado que precisará alterar seus preços-base em 15% já a partir da próxima segunda-feira, 23. Segundo a indústria, o aumento nos valores praticados por fornecedores chega a 60%. Em comunicado ao mercado, a fabricante frisou que “a medida é essencial para garantir continuidade das operações”.
A medida mais radical foi a da Durapets, atuante no interior de São Paulo e que suspendeu quaisquer vendas de produtos temporariamente desde a última segunda-feira, dia 16. “Assim que houver estabilidade no cenário e for possível retomar as vendas com segurança, comunicaremos”, afirmou a marca.
Ricardo de Oliveira ressalta que o caminho ideal é repassar os custos aos respectivos clientes, justamente para que o empreendimento não assuma todo o ônus da guerra. Segundo ele, as indústrias de acessórios e rações são as mais afetadas no momento. Por ora, cosméticos e equipamentos ainda não têm tanto impacto por conta da presença de estoque. Mas a situação tende a mudar se o contexto da guerra não mudar nos próximos meses.
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