Estudo da Purina relaciona controle do peso à maior longevidade de cães
Pesquisa acompanhou 48 labradores por 14 anos e identificou diferença de 1,8 ano na expectativa de vida entre cães mantidos magros
Uma pesquisa de longo prazo conduzida pela Purina identificou uma relação entre cães magros e maior longevidade. O estudo acompanhou 48 labradores retrievers durante 14 anos e constatou que os animais mantidos magros viveram, em média, 1,8 ano a mais do que os cães do grupo de controle.
Conhecida como Purina Life Span Study, a pesquisa também identificou atraso no aparecimento de doenças crônicas e diferenças nos indicadores de osteoartrite. Os resultados voltaram a ganhar destaque em outubro de 2026, quando o Purina Institute marcou os 25 anos da divulgação do estudo, cujos dados continuam contribuindo para pesquisas sobre envelhecimento canino.
Cães magros vivem 15% a mais
Os pesquisadores acompanharam 48 labradores de sete ninhadas. Os animais receberam dietas completas e balanceadas, mas um cão de cada par foi alimentado com 25% menos alimento do que seu irmão, para manter uma condição corporal mais magra.
Em média a idade ao morrer foi de 13 anos entre os cães magros, contra 11,2 anos no grupo de controle, uma diferença de aproximadamente 15%. Os animais do primeiro grupo também chegaram mais tarde à idade em que precisaram de tratamento para doenças crônicas relacionadas ao envelhecimento: 12 anos, em comparação com 9,9 anos.
A pesquisa também identificou diferenças na ocorrência de osteoartrite. Aos oito anos, 10% dos cães mantidos magros apresentavam a doença em duas ou três articulações, como quadril, ombro, cotovelo ou joelho. No grupo de controle, a proporção foi de 77%.
Estudo continua contribuindo para pesquisas sobre envelhecimento
Os dados do Purina Life Span Study também serviram de base para pesquisas sobre idade biológica. Os pesquisadores desenvolveram e validaram um modelo que utiliza indicadores clínicos e exames de sangue para estimar o envelhecimento dos cães e investigar possíveis relações com a evolução da saúde e o risco de morte.
Segundo o Purina Institute, os resultados também reforçam a importância do acompanhamento nutricional na prevenção veterinária. A instituição recomenda o uso de um sistema de score corporal de nove pontos, com pontuação entre 4 e 5 considerada ideal para cães.
Para clínicas e hospitais veterinários, o estudo destaca a importância de avaliar regularmente o peso e a condição corporal dos pacientes e orientar os tutores sobre a alimentação adequada. Os resultados, porém, foram obtidos com labradores retrievers em condições controladas e não garantem o mesmo efeito em todas as raças ou em todos os animais.