Simulavet cria pele artificial para treinar cirurgias veterinárias
Startup brasileira promete substituir cadáveres no ensino e avança rumo à produção em escala
Startup brasileira promete substituir cadáveres no ensino e avança rumo à produção em escala
por Juliana de Caprio em
e atualizado em
Uma inovação brasileira promete transformar o treinamento cirúrgico na medicina veterinária. A startup paranaense Simulavet está desenvolvendo uma pele artificial de alta fidelidade capaz de substituir cadáveres em aulas práticas, oferecendo mais segurança, realismo e padronização.
A tecnologia, inédita no Brasil, avança agora para o processo de industrialização com apoio da Incubadora Tecnológica (Intec), do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).
A ideia surgiu durante o mestrado do médico-veterinário e professor Matheus Cruz, fundador da Simulavet. As barreiras éticas e logísticas para obtenção de cadáveres fez com que muitas instituições reutilizassem corpos em decomposição, prejudicando o realismo dos treinos.
Com a entrada na incubadora do Tecpar, o projeto ganhou estrutura empresarial. “O objetivo é transformar o protótipo artesanal em um produto acessível para faculdades e centros veterinários. O lançamento comercial está previsto para 2026”, revela.
A Simulavet também desenvolve novos modelos para entubação, acesso venoso, castrações e drenagem de tórax. “A meta é suprir a demanda crescente por simuladores nacionais, já que o mercado depende de versões importadas e de alto custo”, acrescenta.
Testes feitos por profissionais indicam alto realismo, especialmente durante suturas e manipulação de tecidos, o que deve reduzir o uso de cadáveres e aumentar a segurança no ensino.
Estudante de Jornalismo na Fundação Casper Líbero. colabora na produção diária de notícias e dos conteúdos das seções temáticas
Juliana de Caprio possui 133 conteúdos publicados no Panorama Pet&Vet. Confira!
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