Distribuição pet expõe disparidades regionais e inadimplência
Mapeamento nacional revela desigualdades operacionais e pressão financeira crescente
por Juliana de Caprio em
e atualizado em
O mercado de distribuição pet no Brasil atravessa um momento de reconfiguração de forças e estratégias. Informações consolidadas no Relatório Nacional – Mapeamento Operacional dos Distribuidores Pet, conduzido pela Andipet, indicam uma mudança clara no mapa de crescimento do setor.
O levantamento traz luz a pontos críticos que impactam diretamente a margem das empresas, organizando rotinas e fornecendo inteligência para nortear as decisões comerciais em todo o país.
A nova dinâmica regional
Os dados referentes a 2025 evidenciam uma notável inversão de protagonismo no mercado. A Região Sul despontou como dona da maior evolução em faturamento, seguida de perto pelo Centro-Oeste, que se consolida como uma nova e vigorosa frente de expansão para o setor.
Em contrapartida, o Sudeste, historicamente o polo que concentra a maior base de associados e fatia de receita, apresentou a menor expansão no período. Para Diego Dahas, presidente da Andipet, essa desaceleração está diretamente ligada a uma mudança no comportamento das fabricantes.
“As indústrias estão escolhendo algumas operações de varejo para promover vendas diretas. É uma tendência que se estende a todo o Brasil, mas afeta sobretudo mercados de maior margem como o Sudeste”, explica Dahas.

O presidente da associação detalha ainda que as estratégias das indústrias são, na grande maioria, elaboradas com foco no Sudeste. No entanto, a replicação exata dessas ações engessa a operação em outras praças. “Os distribuidores das regiões mais afastadas têm mais liberdade para customizar as rotinas processuais e comerciais. E, em muitos momentos, essa postura permite um aumento expressivo no volume de negócios”, acrescenta.
Raio-X da inadimplência
Outro pilar fundamental do Mapeamento Operacional da Andipet é a radiografia da saúde financeira dos distribuidores, principalmente no que tange à inadimplência, fator que dita a sustentabilidade e o poder de caixa dos negócios.
Índice médio de inadimplência (acima de 30 dias) nas distribuidoras (em %)
| Faixa de Inadimplência | Porcentagem | Perfil |
| Menos de 2% | 33,30% | Operação de excelência |
| Entre 2% e 5% | 47,60% | Inadimplência controlada |
| Entre 5% e 10% | 9,50% | Risco moderado |
| Acima de 15% | 9,50% | Exposição severa |
Perspectivas de retomada para 2026
Apesar de 2025 ter se desenhado como um ano de cautela, com crescimento moderado predominando e uma parcela relevante do setor projetando queda, a projeção nacional para 2026 traz um sinal promissor de retomada e um planejamento estratégico mais confiante.
A expectativa de crescimento ou queda para o ano de 2026, conforme mapeado pela Andipet, divide-se da seguinte forma:
