Aves, peixes, répteis e pequenos mamíferos representam 39% dos animais de companhia nos domicílios brasileiros, segundo o Censo Pet da Abempet. O número revela uma oportunidade para o varejo, mas a categoria exige especialização, treinamento e venda consultiva.

A população brasileira inclui 42,8 milhões de aves ornamentais e 22,3 milhões de peixes ornamentais. Répteis e pequenos mamíferos somam aproximadamente 2,8 milhões de animais. Mas o comportamento de compra varia: aves e roedores têm maior venda orgânica, enquanto o aquarismo depende mais da atuação da equipe.

No aquarismo, vender não significa apenas oferecer um peixe ou equipamento. A equipe precisa orientar sobre: • Habitat e qualidade da água • Alimentação • Temperatura e iluminação • Compatibilidade entre espécies Para Lohan Simões, não adianta ter um portfólio amplo sem uma equipe especializada para gerar vendas.

Com o espaço físico disputado por categorias de maior giro, o varejo precisa avaliar quais itens podem gerar margem, recorrência ou complementaridade. A estratégia não depende necessariamente de grandes estoques. O caminho passa por selecionar categorias compatíveis com a demanda local e investir em exposição e conhecimento da equipe.

A alimentação é uma oportunidade para ampliar o valor da cesta. Espécies diferentes apresentam necessidades nutricionais específicas — e a indústria já oferece alimentos de maior valor agregado para esse público. A venda consultiva ajuda o varejo a transformar conhecimento técnico em diferenciação, margem e fidelização.

Antes de ampliar o mix, o estabelecimento precisa avaliar: Legislação + procedência + documentação + estrutura + equipe técnica Aves, répteis e anfíbios podem exigir cuidados específicos de manejo, espaço e bem-estar. Para o varejo, a expansão da categoria pode gerar novas receitas — desde que venda e responsabilidade caminhem juntas.