Fusão pode gerar até R$ 260 milhões em sinergias A união entre Petz e Cobasi amplia a escala do novo grupo e abre espaço para redução de custos. Segundo o Itaú BBA, a companhia pode capturar entre R$ 200 milhões e R$ 260 milhões em sinergias anuais de EBITDA recorrente. Mas marcas próprias, fornecedores e concorrência digital criam novos desafios.

A maior parte dos ganhos projetados está ligada à eficiência operacional. Cerca de 80% das sinergias estimadas deve vir da redução de custos e despesas. Entre as frentes estão: • Unificação de contratos com fornecedores • Otimização logística • Centralização de escritórios • Racionalização da expansão de lojas

A proximidade entre as operações pode facilitar a integração, mas o Itaú BBA alerta para os riscos de execução em operações de M&A. Nem todas as sinergias previstas necessariamente se transformam em ganhos efetivos. A cultura organizacional também é uma variável difícil de mensurar. “Apenas o tempo dirá o quão bem-sucedida será a integração”, avalia Vinicius Pretto.

O Grupo Petz-Cobasi vem ampliando os investimentos em marcas próprias. Segundo o Itaú BBA, esses produtos apresentam margens brutas 5 a 10 pontos percentuais superiores às marcas de terceiros. O ganho para o varejo, porém, pode aumentar a tensão com fornecedores — especialmente fabricantes de pet food premium.

Alimentos e produtos de higiene pet são categorias especialmente expostas à comparação de preços online. Marketplaces ampliam a concorrência e podem pressionar a economia das lojas físicas. Para o Itaú BBA, a concorrência digital é um risco estrutural importante para o grupo. O avanço de plataformas como o Mercado Livre amplia a disputa para além das redes especializadas.

O Itaú BBA projeta crescimento da receita líquida do Grupo Petz-Cobasi: 2026: R$ 7,101 bilhões 2027: R$ 7,504 bilhões 2028: R$ 8,025 bilhões O EBITDA estimado chega a R$ 737 milhões em 2026 e R$ 806 milhões em 2027. O desafio será transformar a escala da fusão em eficiência, geração de caixa e crescimento sustentável.